sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Portal do Choro na Véspera do Dia dos Pais

Neste sábado, véspera do dia dos pais, assim como vem acontecendo todo sábado, tem Grupo Portal do Choro no Quiosque Chopp da Brahma no Shopping Itaguaçu.
O Grupo começa a tocar às 12:30 hs e a casa serve uma deliciosa feijoada, além de outras opções (buffet por quilo). Confira!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Jazz no Café del Sur


Jazz trio OVERTIME

Over time trio, composto pelos músicos, Victor Bub percussão, Wsley Risso guitarra e Fernando Bailão guitarra, interpretarão clássicos do jazz e da música brasileira, com muito suingue e bom gosto!


Serviço:

Sábado dia 08 de Agosto

A partir das 21:00h

Couvert: R$ 8,00

Horário de Funcionamento: seg a sext de 10:00 até 01:00

Sábado: 18:00 até 24:00

End: Rua João Pio Duarte Silva, n 94, loja 08 – Córrego Grande

Reservas: 3206 15 36 8842 28 74

Fazemos reservas e produção de eventos e catering

Faleceu Tatu da Mega Sena


Fiquei sabendo ontem no bar do Zezinho, através do Adriano do Sax, que tinha acabado de falecer o Tatu da Mega Sena, assíduo frequentador do Mercado Público. Morreu em consequência de complicações com uma pneumonia, internado que estava há duas semanas.
Tatu, conhecido por sua descontração e fantasias, sempre relacionadas as loterias que vendia, era muito popular na cidade.
A Foto foi enviada pelo Kiko, e é de autoria do Paulo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mobilização da 1a Confecom em SC





Venha participar desse encontro e vamos juntos discutir o que queremos para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação.

No último dia 16 de julho, todos os deputados da Alesc receberam o convite para esse ato. Os ofícios com os convites foram entregues, em mãos e com protocolo, para todos os 40 deputados estaduais em atividade e para boa parte dos licenciados. Para os federais e os senadores, o convite foi disparado em AR, com confirmação prevista para até 31 de julho. Com os deputados estaduais, a confirmação também será feita pessoalmente e pelo telefone até 31 de julho.

O QUÊ: Ato Público, discussão com os deputados sobre o que queremos para a 1ª Confecom e demora na convocação da Conferência Estadual
QUANDO: dia 5 de agosto, quarta-feira
HORA: 9h da manhã
ONDE: Plenarinho da Assembléia Legislativa (Auditório Paulo Stuart Wrhite)

Fonte: http://www.comunica-sc.org.br

FNDC elege coordenação nacional e traça suas próximas ações

Redação
FNDC

Katja Schiliró

Executiva do FNDC
foi reeleita até 2011

Entidades e seus representantes na Coordenação Executiva do FNDC foram mantidos nas eleições do Fórum realizadas no Rio de Janeiro no último final de semana. O núcleo coordenador do FNDC ganhou mais um componente.

Reunido em sua XV Plenária, no Rio de Janeiro, nos dias 31 de julho e 1º de agosto, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) elegeu direção para o biênio 2009/2011. À Coordenação Executiva do FNDC foram reconduzidos os representantes da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj Celso Augusto Schröder; da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço, José Luiz Nascimento Sóter; da Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões – Aneate, Berenice Mendes Bezerra; do Conselho Federal de Psicologia – CFP, Roseli Goffman; Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão – Fitert, Nascimento Silva.

Foi aprovada, por consenso, a ampliação da Coordenação Executiva do FNDC, que ganhou mais uma entidade. A medida será referendada na próxima Plenária do Fórum. Quem ocupa a nova vaga, nesta gestão, é a CUT, na pessoa da secretária nacional de comunicação da Central, Rosane Bertotti.

A XV Plenária do FNDC reuniu no Rio participantes de 42 entidades nacionais e regionais e de 10 comitês do Fórum. Quatro novas entidades nacionais que representam milhares de trabalhadores – União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados) e Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub), associaram-se ao Fórum na luta pela democom.

Convidada

A economista Ana Toni, representante da Fundação Ford (FF) no Brasil, apoiadora do FNDC, convidada à abertura da plenária, ressaltou a parceria da entidade com os mecanismos de participação democrática e o desafio da Fundação em tratar da Comunicação. Ana destacou que a FF entende que a área da Comunicação é um dos pilares fundamentais para consolidação da democracia no Brasil. Ressaltou sua percepção sobre a dificuldade de dialogar sobre a mídia, que ainda se apresenta muito polarizada no país.

Resultados

Os participantes discutiram as ações do FNDC no contexto atual da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), debateram e votaram as 19 teses propostas pelas entidades e comitês do Fórum. A Secretaria Executiva do FNDC dará início, agora, à sistematização das resoluções da plenária, que serão publicadas posteriormente.

Projeto B2 na Lagoa

A Folha quer o fim da TV Brasil

Marcelo Salles (*)
Agência Carta Maior

Em editorial, a Folha de São Paulo defende o fechamento da TV Brasil para "não desperdiçar o dinheiro do contribuinte". O jornal da família Frias não vê, por outro lado, nenhum problema na existência de um oligopólio privado na televisão aberta. É como se fosse natural que apenas 6 empresas tivessem o direito de se comunicar via tv com 191 milhões de pessoas. O artigo é de Marcelo Salles.

A Folha quer o fim da TV Brasil. Em editorial publicado hoje argumenta que a audiência é baixa, que sua criação não foi um ato democrático (porque nasceu de um decreto) e que gasta, por ano, 350 milhões de reais do dinheiro do contribuinte. Por isso, encerra o texto da seguinte forma: “Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada – antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte” (veja a íntegra abaixo).

Eu tenho críticas à TV Brasil, mas nenhuma delas tem a ver com a opinião da Folha. Aliás, seria bom a gente perguntar: a quem serve a Folha? No cabeçalho se diz que é um jornal a serviço do Brasil, o que soa como piada pra quem conhece minimamente a história da imprensa do país. Pra não ir muito longe, basta dizer que o jornalão emprestou veículos para a ditadura. Mas talvez isso seja uma questão de ponto de vista: estavam, diria o jornal da “ditabranda”, a serviço do Brasil contra a Comunidade Comunista, que pretendia se instalar no governo federal.

Voltando. A TV Brasil é uma tentativa de cumprir a Constituição, que determina a complementariedade entre os serviços privado, público e estatal. Hoje só existe o privado e, tenho certeza, isto tem a ver com o lixo jogado no ar todos os dias. Sim, amigos, a televisão privada brasileira é um lixo. Não presta. Raríssimos são os programas razoáveis. Na Globo, por exemplo, nada menos que metade da programação entre 12h e 24h é de novela. E de uma novela que dissemina os piores valores morais que existem.

Posso concordar que existem erros graves na TV Brasil, e o primeiro deles foi a entrega dos cargos de direção para jornalistas oriundos das corporações de mídia. Com isso o governo indicou uma conciliação, não uma mudança substancial no jeito de fazer jornalismo. Assim, não é à toa que muito do conteúdo veiculado pela TV Brasil, sobretudo nos telejornais, tem sido muito parecido com aquele das corporações privadas (ver a carta do Mário Augusto Jakobskind à Ouvidoria da emissora).

Por outro lado, não dá pra dizer que é tudo igual. Se pegarmos a programação como um todo, veremos a existência de iniciativas que jamais teriam vez no atual sistema privado de televisão. É o caso dos documentários, que dão voz e vez aos segmentos da sociedade que só aparecem na mídia corporativa como bandidos.

Por isso, o governo precisa se manter firme diante da pressão da Folha. E contra-atacar. Pra começar, coloque em pauta a mudança na lei que criminaliza as rádios comunitárias e determine que sua Polícia Federal vá se preocupar com aqueles que realmente ameaçam a sociedade. Essa babaquice de inimigo interno já fez muito mal ao país. Enquanto calam as vozes do povo, armas e drogas atravessam nossas fronteiras numa boa. O Rio está infestado delas, e boa parte da culpa é da falta de fiscalização.

No Brasil arcaico do século XXI, as emissoras privadas de televisão, todas golpistas, ainda recebem dinheiro grosso do governo (meu, seu, nosso) para veicular campanhas publicitárias de saúde pública. Em países um pouquinho mais civilizados isso não é assim, pois como as emissoras privadas são concessões públicas (decididas pelo meu, seu, nossos representantes no Congresso), trata-se de uma obrigação ceder espaço para veiculação de mensagens de interesse público, sobretudo em relação a epidemias (como, atualmente, a gripe suína). Isso a Folha não critica.

Assim como não vê problemas na existência de um oligopólio privado na televisão aberta. Justo o jornal que faz propaganda dizendo-se democrata (”quem lê a Folha fortalece a democracia”). Deveria ser processado por propaganda enganosa. A Folha não se incomoda com a SS brasileira, a Sociedade Sinistra que congrega TV Globo, RedeTV, Band, CNT, SBT e Record. É como se fosse natural que apenas 6 empresas tivessem o direito de se comunicar via tv com 191 milhões de pessoas. E, pior, é como se fosse natural que esse oligopólio se posicionasse, compacto, pela economia de mercado, pela cultura enlatada, pela política coronelista (Sarney foi “descoberto” com 30 anos de atraso), pelo imperialismo e pela exploração das riquezas e do povo brasileiro. É isso que veiculam, todos os dias, e, se discordam, desafio qualquer diretor de qualquer uma dessas empresas para um debate público, de preferência veiculado em cadeia nacional de rádio e televisão.

Eis a dupla desgraça brasileira. Um sistema de comunicação apátrida, a serviço do capitalismo internacional, e um governo – eleito pelo povo e pelos movimentos sociais organizados – que não se livra disso.

Marcelo Salles, jornalista, é coordenador da Caros Amigos no Rio de Janeiro e editor do Fazendo Media.

Editorial da Folha de S. Paulo, 31 de julho de 2009:

TV que não pega
LANÇADA EM 2007 pelo governo como se fosse uma espécie de versão brasileira da BBC, a TV Brasil já perdeu 6 dos seus 15 conselheiros originais em pouco mais de um ano e meio. Coincidentemente, a TV criada por Lula acabou de ganhar uma nova identidade visual, que, segundo comunicado da emissora, dará “uma cara moderna e atual” ao logotipo. Mas pouca gente ficou sabendo, dado o exíguo alcance do canal.

A TV Brasil integra a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que tem Orçamento de R$ 350 milhões por ano e abarca nove rádios e duas outras emissoras, além de seu carro-chefe.

O governo queria, com a EBC, criar uma grande rede pública nacional. Após a saída de três diretores vinculados ao Ministério da Cultura, o controle ficou nas mãos da Secretaria de Comunicação, do ministro Franklin Martins. A TV que se queria pública é antes de mais nada um cabide de empregos.
O lance mais recente da novela da emissora foi o anúncio feito à Folh a pelo presidente do conselho curador, Luiz Gonzaga Belluzzo, de que entregará o cargo.

Antes dos problemas políticos, a empresa padece de irrelevância técnica. Tem alcance muito restrito pela rede aberta, funcionando basicamente para clientes de operadoras de TV por assinatura. Segundo a emissora, muitos espectadores assistem à programação por antena parabólica, o que também serve como justificativa para não divulgar dados sobre audiência.

O fato é que a TV Brasil já começou mal, através de uma medida provisória, em vez do encaminhamento por projeto de lei. Tem 15 “representantes da sociedade civil” em seu conselho, todos nomeados pelo presidente Lula. Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada -antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte.