sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Denise de Castro Trio no Empórium Bocaiúva

Denise de Castro no teclado e voz, Marco Aurélio no trombone e Mauro Borghezan na bateria apresentam um repertório de bossa nova, jazz e composições próprias que fazem parte do cd Todas As Ondas que será lançado em abril.

Serviço: Show Denise de Castro Trio
Local: Emporium Bocaiuva
Data: 25 de fevereiro 19:30h
Couvert: R$ 5,00
Rua Bocaiuva, 1901 - Centro - Florianópolis - SC
Fone: (48) 3224-1670

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Grupo Coisa da Antiga na Choperia Essencial

Neste sábado, dia 20, o Grupo apresenta-se na Choperia ESSENCIAL, em Santo Antônio de Lisboa. O lugar é muito agradável, serve Chopp da Brahma bem geladinho e petiscos gostosos (fica bem na entrada de Sto. Antônio, mas antes de passar por baixo do viaduto).
O grupo Coisa da Antiga traz no repertório sambas de compositores como Noel Rosa, Wilson Batista, Pedro Caetano, Paulinho da Viola, Ataulfo Alves, entre outros.
O Grupo Coisa da Antiga é composto por Chico Neis – voz e violão, Fernanda Silveira – voz e cavaco, Gabriela Flor – voz e pandeiro, Jorge Pinto – voz e harmônica e Douglas Delatorre (Dôga) – voz e percussão.
Horário: a partir das 22:00 hs
Endereço: Rod José Carlos Daux, 9090 - SC 401 km 9 - Trevo de Santo Antonio de Lisboa (próximo a faculdade CESUSC)
Reservas pelos telefones: (48) 3238-9386/ 9952 7596
Couvert: R$ 7,00

Programa da Globo trata espectador como criança

14/02/2010 |
Eduardo Escorel*
Folha de S. Paulo- FNDC

Um espectro ronda a Rede Globo. Pode ser visto todas as sextas-feiras, às 22h30. Chamado de "Globo Repórter", passou por mudanças desde 1973, quando estreou. Perdeu o vigor original que manteve em algumas fases.

No programa exibido no último dia 5 de fevereiro, além de gravar as intervenções do apresentador e a narração, a equipe do "Globo Repórter" se limitou a traduzir um filme coproduzido por diversas emissoras de televisão europeias.

Por coincidência, ou não, o filme original, tratando das reações neurológicas provocadas pela paixão, tem ingredientes semelhantes às novelas produzidas pela emissora.

Em Paris, os personagens de um triângulo amoroso participam de um reality show privado, cujo desfecho é uma noiva, em pleno altar, decidindo entre dois pretendentes. Tudo a pretexto de fazer uma divulgação científica.

Mesmo com a narração tonitruante, o espectador incauto, ou sonolento, tem dificuldade de perceber que a novela "Viver a Vida" e o reality "Big Brother Brasil" terminaram.

Transformado em mistura de novela e reality show, o "Globo Repórter" atenta contra o jornalismo.

O que o filme original tem de mais elaborado são as animações dos órgãos do corpo reagindo ao estímulo da paixão. Mas, quando cintilações são aplicadas à imagem dos atores, o resultado é ficarem parecidos com personagens de Peter Pan.

Assim como os dois programas que o precedem, este "Globo Repórter" procura infantilizar os espectadores. Frases ditas na narração como "o amor afeta o cérebro como um doce"; "para a ciência o beijo é a primeira penetração"; "o cérebro toma a rédea da odisseia mágica do corpo apaixonado" etc. dão uma ideia da qualidade do texto e do nível da divulgação científica, inapropriados até mesmo para pré-adolescentes.

No horário em que é exibido, um adulto no pleno exercício de suas faculdades mentais não pode deixar de se sentir tratado como criança e desrespeitado, além do mais, pelo bombardeio da publicidade nos intervalos -dez comerciais no primeiro e 14, no segundo.

No final, o convite feito aos espectadores para contarem o que sentiram ao passar pela "revolução interna de uma grande paixão", enviando depoimentos gravados em vídeo ao site do programa, é um fecho glorioso na tentativa de o "Globo Repórter" transformar a vida em espetáculo.

*EDUARDO ESCOREL é cineasta.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Samba de raiz no Carnaval do CurtaDoc







Crítica, crônica do cotidiano, identidade, humor e política são elementos que unem os quatro curtas selecionados para o CurtaDoc da semana do Carnaval. Com o título Na Batida do Samba, o programa vai ao ar na terça-feira 16, às 21 horas, no SESCTV, para todo o Brasil e com reapresentações até domingo. O mediador é o jornalista e pesquisador João Carlos Rodrigues.

"O cinema brasileiro e o samba estão interligados desde o início do cinema sonoro quando começaram os musicais brasileiros", diz João Carlos. Segundo o jornalista, entre os longas e curtas produzidos sobre o tema, há um número razoável de filmes biográficos sobre sambistas e a maioria deles é bastante interessante porque mostra alguns desses profissionais fora do registro televisivo da época.

Heitor dos Prazeres, realizado em 1965 por Antonio Carlos da Fontoura, é um documentário que contempla as memórias do sambista popular e pintor naïf Heitor dos Prazeres em seu atelier na Cidade Nova, bairro do Rio de Janeiro, que sobrevivia de seus sambas, seus quadros e suas recordações. Em entrevista ao programa, o diretor do filme diz que chegou a Heitor por uma matéria de jornal. A reportagem despertou seu interesse especialmente porque o artista era uma espécie de testemunho de uma cidade que não existia mais.

Já o curta Coruja, de 2001, dirigido por Márcia Derraik e Simplício Neto, mostra Bezerra da Silva à vontade nos morros cariocas e na Baixada Fluminense, onde o músico visita compositores anônimos garimpados por ele. Boa parte de seus sambas são feitos por trabalhadores, que compõem crônicas cáusticas mas bem-humoradas de gente simples que mora na favela e conta seu dia a dia nas músicas.

Outro documentário do programa é Martinho da Vila, Paris 1977, rodado em 1977 por Ari Candido em Paris, onde o cantor iniciava a carreira internacional. O filme é um depoimento extrovertido do músico com amigos pelos bairros e bares parisienses. Em depoimento ao CurtaDoc, Ari diz que a escolha de Martinho foi em função de ser um crítico da classe média e que apesar do sucesso ele se sentia discriminado por ser negro. "Paris seria a coroação [de Martinho] e ele precisava desvendar a capital francesa", diz o diretor.

O encerramento do programa é com o Som da Rua - Zezinho do Pandeiro, de 1997, com direção de Roberto Berliner. Nascido em 1958, o protagonista do documentário começou sua carreira de pandeirista tocando forró, xote e brega aos 24 anos de idade, acompanhando uma banda que se apresentava nas ruas, nas paradas de ônibus e no interior dos coletivos. Já se apresentou em várias cidades do Nordeste e também na Suíça, Bélgica e Alemanha.

Realizado pelo SESCTV com produção da Contraponto, estão sendo exibidos 125 filmes de um total de 520 inscritos. Exibido semanalmente, a primeira etapa do programa está agendada para ir ao ar até julho de 2010. As inscrições continuam e podem ser feitas no site em www.curtadoc.tv, que será transformado em um banco de dados do documentário brasileiro em curta-metragem.





O QUÊ: Programa CurtaDoc

EPISÓDIO 17: Na Batida do Samba

QUANDO: 16 de fevereiro, terça-feira, 21 horas.

REPRISES: quarta (17) à 1h e às 15h; quinta (18) às 9h; sábado (20) às 22h; e domingo (21) às 19h.

ONDE: SESCTV, canal 3 da Sky em todo o Brasil.

Outras operadoras, consulte: www.sesctv.org.br



CONTATO:



Direção: Kátia Klock - (48) 3334 9805 / 9989 4202

Produção executiva: Mauricio Venturi - (48) 3334 9805 / 8411 6229

producao@contraponto.tv



Comunicação

FIFO LIMA press

(48) 4141 2116 / 9146 0251

fifolima@contraponto.tv

Samba da saia no Campeche

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O VIOLINISTA QUE DESCEU DO TELHADO

O VIOLINISTA QUE DESCEU DO TELHADO
Raul Longo



Um Violinista no Telhado (Fiddler on the Roff), espetáculo da Broadway dos anos 60, foi versado ao cinema em 71. História de comunidade judia do sul da Ucrânia, no surgimento da União Soviética, se convidou para dirigir o filme a Norman Jewison, já que o sobrenome indica que Norman seria filho de judeu. Só depois da estréia, o diretor explica não ter qualquer ascendência semita.

A universalidade da cultura humana derruba preconceitos. Por exemplo: quem pode imaginar um grupo de forró nordestino formado por belgas ou chilenos da Terra do Fogo? Franceses ou haitianos?

Se até aos apreciadores de gaiteiros de milongas, muitas vezes é impossível valorizar a cultura nordestina; como se imaginar um belga a tocar forró?

O teto do mundo é o Everest, mas muitos consideram as regiões mais próximas ao Ártico como o telhado, embora, em termos climáticos, seja ali onde o planeta parece mais desabrigado, com temperaturas que, no inverno, atingem a 35º negativos. Na Ucrânia ou em Quebec não é nada fácil ser um violinista em cima do telhado.

Esta pode ter sido uma das razões para Francis Covan descer a este sul de Brasil, depois de haver estado em Aracajú no ano passado, mas o que realmente determinou o interesse de Francis pela capital de Sergipe foi sua atividade como sanfoneiro do Forrótimo!

Quem é o Forrótimo? O único grupo de forró do Canadá.



FORRÓTIMO

Música Brasileira com sotaque do sertão nordestino na voz de Niko Beki (Bélgica), voz e guitarra de Rodrigo Salazar (Chile) percussão de Daniel Bellegarde (Haiti) e Fabrice Laurent (França), e sanfona de Francis Covan (Bélgica).

Claro! Não seria mesmo de se esperar que houvesse mais do que um grupo de forró no Canadá, afinal, quantos brasileiros há naquele país?

No Forrótimo, nenhum! E o sanfoneiro, elemento básico no gênero, não foi convidado ao acaso, pois o belga Francis Covan é um músicos do consagrado Cirque du Soleil. Assim mesmo sentiu-se na obrigação de aprender mais na terra dos mestres da sanfona e ainda aproveitou para passar no Rio de Janeiro e visitar outra de suas muitas paixões musicais: a bossa nova. Depois voltou para o telhado do mundo onde faz muito sucesso, mas o inverno faz muito frio e, acompanhando as aves de migração: voilà Brésil!

Dessa vez escolheu Florianópolis, por indicação da amiga, compositora, violonista e cantora Bïa Krieger que canta nossa cidade em versos e shows por Europa e América do Norte onde é referência musical. Infelizmente, enquanto a filha do governador se sentir mais erudita em seu gosto pela ópera, sequer se cogitará empregar recursos dos impostos que pagamos, para que Bïa possa nos mostrar como encanta as platéias européias e norte-americanas.

Em contrapartida e a despeito da absoluta falta de reconhecimento local por esse talento que tanto nos dignifica perante o que há de mais valorizado na música contemporânea internacional, foi Bïa quem nos enviou Francis Covan. Assim se deu na Ponta do Sambaqui, no Rancho do Neco, um Dom Quixote de violino e arco em punho, pra espanto do fiel público dominical.

Já no primeiro momento evidenciou-se que o estrangeiro não entendia nada de samba. Afinal, quem alguma vez imaginou pôr violino em samba?

Francis prestou atenção no primeiro, no segundo... E já no terceiro acorde estava acompanhando sambas e mais sambas como se houvesse nascido em qualquer morro carioca. Na empolgação dos demais músicos do Rancho e do próprio Neco, a qualificação foi unânime e imediata: “- Esse cara é um monstro!”

Um caçador de zumbidos...
Foto: Ida Matsumoto

Por seu humor e simpatia, há os que preferem considerá-lo duende. De fato tem algo de encantado, de mágico. Impressão confirmada no cd de composições próprias: 1 + 1 = 11. Na primeira faixa: apenas um violino. Na segunda, Francis acompanha a si mesmo, em play-back, tocando acordeão e piano. Na terceira, executa 3 instrumentos e assim sucessivamente até a décima primeira faixa do disco onde, sozinho, desempenha onze instrumentos.

soterrado por notas e acordes de multiinstrumentista genial.



Mas para quem o vê pela primeira vez, a principal magia do Francis é a de demonstrar que se os grandes mestres de nossa música nunca puseram violino no samba, foi por mera falta de oportunidade.

Esse violinista que desceu do telhado para aqui aventurar novas expressões musicais faz planos de levar alguns dos excelentes músicos do rancho do Neco para conhecerem a famosa Montreal do mais importante Festival Internacional de Música da atualidade.

O Festival só ocorre no verão de lá, quando aqui será inverno. Para quem não possa ir até Montreal nem quer aguardar a possibilidade de Francis um dia vir ao Brasil acompanhando o Circo de Soleil, pode conhecê-lo na Ponta do Sambaqui, aos domingos, lá pelas 9 da noite.

Quanto a qualidade musical da interpretação do violino de Francis Covan, a melhor crítica é em italiano: “senza parole!”. Mas não se pense que cante ópera! Em compensação, sai bem mais em conta do que o valor que iam descontar de nosso imposto para cobrir o cachê de réveillon do tenor preferido da filha do governador.


Raul Longo
pousopoesia@ig.com.br
pousopoesia@gmail.com
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Ponta do Sambaqui, 2886
88.051-001 - Floripa/SC
Tel: (48) 3206-0047

Hoje é dia de Carnaval e Santo Antônio: tem desfile e baile do Bloco Baiacu de Alguém






Nesta segunda tem novamente desfile em Santo Antônio! é Baiacu neles gente!

dia : 15/02/2010


DESFILE E BAILE DE CARNAVAL DO BLOCO BAIACU DE ALGUÉM
Início: 12/02/2010 - 20:00
Local:

Sede do Bloco - Santo Antônio

IMPERDÍVEL - DESFILE DE CARNAVAL PELAS RUAS DE SANTO ANTÔNIO DE LISBOA E BAILE NA SEDE DO BLOCO

A bateria do bloco Baiacu está a mil por hora, com seu samba que homenageia a música da ilha. O desfile pela rua Cônego Serpa, em Santo Antônio reune milhares de espectadores para ver o Baiacu passar, com seus bonecos e foliões.