quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Editorial: três anos do blog do Mercado Público de Floripa: será que vale a pena manter o Blog?























Amigos e blogueiros do Mercado Público de Floripa : agora, no final de dezembro de 2010 o nosso blog completou três anos.
           Isso mereceu de nossa parte, uma rápida análise para ver se esse trabalho voluntário, essa militância cultural e virtual, estava valendo a pena. Será que tem alguém lendo esse negócio?
Como muitos de vocês sabem, eu (Marcio) por força do meu trabalho de professor na UFSC, estou morando e trabalhado durante a semana em Araranguá, o que tem me  feito pensar sobre as dificuldades e o gasto de energia em várias atividades que desenvolvo paralelamente ao meu trabalho. Entre elas, estão os blogs diversidade autista (de que não abro mão) e o de cultura do Mercado Público. Na verdade, esses blogs,  principalmente o do Mercado Público, só está sobrevivendo, ou melhor, vivendo (muito bem),  por causa da rede social e virtual que está se formando em torno dele. Ou seja, por causa de vocês, pessoas reais, movimentos sociais e culturais reais, concretos. Ativistas, arteiros, artistas, gourmes,churrasqueiros, pescadores e pecadores dessa nossa Santa Catarina.  Vocês que realizam coisas, eventos, que vivem a música, a cultura, o teatro, o cinema, as festas, os eventos, a luta política, o futebol, que alimentam as conversas no Mercado Público de Floripa, que ajudam a valorizar o blog produzindo e enviando informações, notícias, fotos, vídeos, links.  Foi assim que ele se manteve durante esses três anos com uma média de 217 informações (Posts) por ano .
          Mas será que estamos produzindo e reproduzindo essa série de informações e alguém está lendo? Será que alguém se interessa pelo que estamos postando? Será que está servindo para que as pessoas leiam e produzam conhecimento? Será que essa nossa tentativa amadora, voluntária e militante de divulgar e destacar a cultura regional, que não tem o devido espaço na mídia tradicional, está sendo usada por alguém de algum canto desta ilha ou do planeta?
           Pensando nisso, fomos buscar os bastidores e as estatísticas do Blog do Mercado nas ferramentas do blogspot, coisa que na correria do dia-a-dia pouco fizemos até agora.
    Vamos aos números: Já tivemos mais de 10 mil acessos, sendo que nos últimos meses estamos tendo uma média de 1400 acessos por mês. Confesso que ficamos (a equipe) surpresos com os números. Afinal nosso blog não tem nenhuma pretensão profissional e é feito sem nenhuma grande estrutura de marketing e sem nenhuma verba. Só pra terminar, falando um pouco mais da blogosfera e do fascínio, da curiosidade,  da relação entre a globalização e a web: foi obviamente do Brasil (8.911)  o lugar onde mais houveram mais acessos ao nosso blog, mas também tivemos acessos dos seguintes países :


Estados Unidos: 
337
Portugal
: 199
Alemanha:
 68
Canadá
: 53
Argentina
: 45
França : 
44
Rússia
: 35
Índia
: 21
Holanda:21


Como tem manezinho espalhado por esse planeta, ein istepo?

Um abraço a todos e feliz 2011

Encontro de Terno de Reis encerra ciclo natalino na capital catarinense





         Em várias partes do Brasil, o ciclo de festejos natalinos encerra no Dia de Reis, comemorado em 6 de janeiro. A data marca também a chegada dos primeiros imigrantes açorianos na Ilha de Santa Catarina, em 1748, trazendo crenças e manifestações culturais e religiosas que se mantêm vivas até hoje. Uma delas é o costume de sair em grupo pelas comunidades homenageando com cantorias o dia da visita dos Reis Magos ao presépio do Menino Jesus. Para fortalecer essa tradição, a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC) promove nesta quinta-feira (6/01) o 14º Encontro de Terno de Reis, na Avenida Paulo Fontes, às 19h, em frente ao Terminal Integrado do Centro (Ticen).
         O evento deve reunir 12 grupos folclóricos catarinenses para as cantorias dos Santos Reis. A concentração acontece, às 17h30, na Praça 15 de novembro, de onde os cantores saem rumo ao palco de apresentações. Ao final do evento, os integrantes retornam em cortejo até o presépio montando na praça, simbolizando a chegada dos Reis Magos ao local de nascimento de Jesus Cristo, e encerrando o ciclo natalino com a canção ‘Noite Feliz’ (Joseph Mohr e Franz Gruber).

Simbologia numérica

Formado em média por três a oito pessoas, trajadas com roupas coloridas, os Ternos de Reis são integrados tradicionalmente por cantadores e instrumentistas que improvisam versos e trovas alusivos aos três Reis Magos e ao nascimento de Jesus. A tradição do folguedo religioso está curiosamente associada ao número três, por isso, o nome Terno de Reis.
Três foram os Reis Magos (Melchior, Gaspar e Baltazar) que seguiram a Estrela Guia até Belém em busca do filho de Deus. Eles levavam três presentes: ouro, incenso e mirra – que simbolizam as três dimensões atribuídas a Jesus Cristo (realeza, divindade e humanidade). A apresentação dos grupos também é feita em três partes: chegada, anúncio e despedida.
A composição dos Ternos de Reis normalmente abrange um trio: o triplo ou tripa (que canta fino, de falsete), o repentista ou versador (que faz os versos de improviso) e o baixão (cantor solo, que faz a segunda voz). Além disso, três são os instrumentos que se destacam nas cantorias: a viola, a rabeca e o pandeiro. Atualmente, algumas comunidades apresentam-se com grupos maiores, geralmente familiares, incluindo o acordeon nas apresentações.

Folia de fé

Introduzida no Brasil por colonizadores portugueses, a Folia de Reis ou Terno de Reis é uma manifestação religiosa que se popularizou nos povoamentos do litoral em comemorações do ciclo natalino. De 23 de dezembro a 6 de janeiro, os grupos visitam as casas, fazendo apresentações e recolhendo donativos para novenas em louvor ao Menino Jesus. A prática alude ao dia em que, supostamente, os três Reis Magos, guiados por uma estrela, e depois de uma longa viagem, encontraram aquele que consideravam o Messias. Depois da revelação retornaram às tribos para anunciar a descoberta a todas as nações.
Tradicionalmente entre os cristãos, a partir da data consagrada aos Reis Magos, as famílias já podem desmontar o presépio e retirar a decoração natalina das casas porque está encerrado o tempo da expectativa em torno do nascimento do Salvador, marcado pelo Natal, e tendo início os ciclos de fé e devoção.

Programação

O quê: 14º Encontro de Terno de Reis
Quando: 6 de janeiro (quinta-feira)
Onde: em frente ao Ticen /Avenida Paulo Fontes – Centro (19h)
Quanto: gratuito

Participantes

·        Terno de Reis do Lili da Rabeca (Saco dos Limões)
·        Grupo Estrela da Alegria (Saco dos Limões)
·        Grupo EIRA (Pantanal)
·        Grupo Família Fielsons(Trindade)
·        Terno de Reis da Associação do Bairro Itacorubi (Itacorubi)
·        Grupo Serenata de Natal (Campeche)
·        Grupo de Terno de Reis do Pântano do Sul (Pântano do Sul)
·        Grupo Caeira do Ribeirão (Ribeirão da Ilha)
·        Grupo Amor e União (Ribeirão da Ilha)
·        Grupo de Reisado de Barreiros (São José)
·        Grupo de Terno de Reis da Barra do Aririú (Palhoça)
·        Grupo de Terno de Reis Família Dias (Blumenau)




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Dieve Oehme
Assessoria de Comunicação FCFFC
(48) 3324-1415 - ramal 213

Internet poderá ser a joia do governo Dilma


05/01/2011 |
Elio Gaspari
Folha de S. Paulo/   FNDC
O  GOVERNO DE Dilma Rousseff entrou em campo anunciando uma iniciativa que poderá ser a joia da coroa de seu mandato: a ampliação, para o andar de baixo, do acesso à internet de banda larga.
Um estudo do Ipea divulgado em abril passado traçou um retrato preocupante para o progresso do Brasil. Décima economia do mundo, Pindorama é a 60ª colocada no acesso à internet rápida, atrás de Argentina (49ª), Rússia (48ª) e Grécia (30ª).
O serviço, pouco, também é caro. O brasileiro gastava com a rede 4,58% da sua renda mensal per capita, contra 1,68% do russo e 0,5% dos fregueses das economias avançadas. É pouca, cara e também lenta, abaixo da linha d'água do padrão internacional.
Pelo que informa o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, as operadoras de telefonia serão chamadas para expandir a rede, cobrando algo entre R$ 30 e R$ 35.
Cobram em torno de R$ 110 e culpam os impostos, o que é uma meia verdade, pois se todos os tributos saíssem da conta, ela continuaria cara. De qualquer forma, o governo anuncia que pretende negociar com os Estados um alívio na tunga, que chega a 42% sobre o valor do serviço.
Ou os barões da telefonia compram a ideia de levar a rede para a choldra, ou a Viúva entrará no negócio. Felizmente, chegou-se a um tempo no qual a presença do Estado num serviço público deixou de ser palavrão. A privataria ganhou bom dinheiro com um sistema sem banda larga no andar de baixo.
Como o amor do poeta, terá sido eterno enquanto tiver durado. Se a iniciativa privada persistir na abulia, o Estado entra no mercado. Depois, se for necessário, cria-se, rápido, a CPI da Telebrás.
Dilma Rousseff ficou conhecida na nobiliarquia petista como a doutora que chegava às reuniões com um laptop. Em seus oito anos de experiência no governo, viu murcharem iniciativas federais no mundo da informática, atazanado por espertezas, delírios e marquetagens.
Algumas coisas que poderiam ter dado muito certo andaram devagar. A universalização do software livre na rede oficial patinou. (Teve um opositor de notável memória: Delúbio Soares.) Outras, que tinham tudo para dar errado, felizmente atolaram. Um plano delirante de compra de milhões de computadores para alunos das escolas públicas foi convertido num projeto-piloto, modesto e experimental.
Desde o tempo dos tucanos, sempre há alguém querendo vender micros para as crianças. Até hoje, o que se viu foram ataques irresponsáveis à bolsa da Viúva. O sonhado computador de US$ 100 nunca conseguiu sair do laboratório de boas intenções de Nicholas Negroponte.
Um projeto de popularização de máquinas com financiamentos do BNDES foi substituído pela competitividade do varejão, beneficiado por um programa de desoneração dos impostos. Já a fábrica de microprocessadores inaugurada em fevereiro pelo governo federal ainda não produziu um só chip.
Na ponta do sucesso, o Gesac, um programa do Ministério das Comunicações, já levou 12 mil pontos de banda larga para cerca de 5.000 municípios. Se os barões da telefonia quiserem ver por onde o Estado começou a mudar a banda larga, e o que isso significa no andar de baixo, podem visitar o portal desses telecentros comunitários.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Conheça o melhor do Rock SC





Santa Catarina está sendo revigorada musicalmente pela rede. Vejam só essa matéria e este site  ROCKSC. Vejam o maravilhoso clipe vencedor da Banda Marujo Cogumelo, mas vejam a diversidade e a riqueza de nossa música atual, como demonstram os demais clipes!  Não percam também a Sereia Manezinha do Valdir Agostinho!

 O Melhor clipe de 2010 do Rock SC
Encerrada na manhã do dia 29 de dezembro a votação do melhor clipe de 2010 do Rock SC. Com 400 votos totalizados, o vencedor é "Nova manhã", clipe da banda Marujo Cogumelo, de Xanxerê (assista no Rock SC). "Nova manhã" alcançou 42% dos votos (a lista completa dos votos será divulgada ainda hoje pelo Rock SC).

Como divulgado ontem, o prazo de encerramento da votação, incialmente previsto para 17 de janeiro, precisou ser antecipado por motivos técnicos. A grande participação nos dois primeiros dias surpreendeu e por conta disso a votação obrigatoriamente limitada no total de 400 votos.

A Marujo Cogumelo ganhou uma página no Rock SC para divulgar todos os seus links e que ficará ativa por 3 meses.

Confira a lista completa da votação.


"Nova manhã" (Marujo Cogumelo) - 166 votos

"Clarão" (Ponto Nulo no Céu) - 159 votos

"Nossa Vez" (Vince) - 14 votos

"Melodrama" (Where I Belong) - 9 votos

"Touro" (Blame) - 8 votos

"Jardim das Delícias" (Sociedade Soul) - 6 votos

"Só o começo" (Califaliza) - 5 votos

"Tantas coisas" (Dario) - 5 votos

"Quero me perder por aí" (Lenzi Brothers) - 4 votos

"Guria retrô" (Torneiras) - 4 votos

"Repetição" (Hessex Alone) - 3 votos

"Moçambase" (Balanço Bruxólico) - 3 votos

"Outono" (Bloomy) - 2 votos

"O que ela gosta" (Quase Dois) - 2 votos

"Living in a roller coaster" (Yellow Box) - 2 votos

"Salão de festa a vapor" (Dazaranha) - 2 votos

"Thought criminal" (Still Life Remains) - 2 votos

"Mesmo que ele não mereça" (Parachamas) - 2 votos

"Sereia Manezinha" (Valdir Agostinho e Coletivo Operante) - 1 voto

"Concha" (Pornô de Bolso) - 1 voto

Não foram votados os clipes:

"Kadavera" (Monolito)

"Inconsequente" (Austine)

"Homem Lixo" (Homem Lixo)

"Pare o mundo" (Sexperiência)

"Que seja no bar" (Don Capone)

"O show não acaba" (Novos Velhos)

"Bem que minha mãe me disse" (Etílicos e Sedentos)

"Morro toda noite" (Sexperiência)

"Flor da noite" (Sobrinhos do Vento)

"Beleza" (Fmeia4)

"Distante" (Provisório)

"Sociedade Soul" target="_blank" (Sociedade Soul)

"Cinco minutos" (Ornamental)

"Te esperando" (Guilherme Matias)

"Entre cafés e cigarros" (9 de Espadas)

"Mais que a metade" (Os Bacamartes)
http://www.rocksc.com.br/p/clipe-do-ano.html

Exposição em Lisboa divulga obras de jovem artista de Florianópolis






         Quem visita o ateliê de Nathan Santos, na Fazenda do Rio Tavares, no Sul da Ilha de Santa Catarina, fica encantado com o talento do pintor que há sete anos transporta para as telas figuras reais e imaginárias com um colorido especial. A surpresa é ainda maior diante da constatação de que o artista, que já encara sua segunda mostra internacional, tem apenas 11 anos de idade.  Em Portugal, o jovem catarinense inaugura nesta terça-feira (4/01) a exposição ‘Colorindo o Inverno em Lisboa’, que fica aberta ao público até 18 de janeiro, no Palácio de Alverca, numa promoção da Casa do Alentejo com patrocínio da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC).
         A mostra contempla 18 telas de diferentes tamanhos, pintadas com tinta acrílica, abordando imagens figurativas de animais domésticos e pessoas, além de cenas ligadas à cultura local como o boi de mamão catarinense. Apesar da aparente ingenuidade, a obra de Nathan Santos revela também sensibilidade com questões sociais como o preconceito e o racismo sob a visão de uma criança. “Às vezes eu imagino o que eu pinto. Outras vezes eu coloco na tela aquilo que vejo e o que sinto”, explica o jovem pintor.

Talento precoce

         Filho da artista plástica Regina Santos da Silveira, Nathan descobriu a paixão pelas artes visuais observando os quadros que a mãe produzia quando ministrava aulas de pintura. Crescendo em meio a tintas e pinceis não foi difícil para o garoto escolher um presente de aniversário ao completar quatro anos de idade. “Ele disse que queria ganhar uma tela bem grande. Eu dei uma das minhas pensando que ele só iria rabiscar, e depois eu reaproveitaria nas aulas. Mas, para minha surpresa, ele desenhou sem dificuldade e depois pediu para pintar”, lembra Regina Silveira.
         Com a obra, intitulada ‘Eu e Meu Pai’ – representando a relação afetiva do próprio artista com o pai, o bombeiro Aurino Sabino Silveira Filho – a carreira deslanchou. A primeira exposição aconteceu ainda aos quatro anos, no Bar do Arante, em Florianópolis, e logo foi seguida de muitas outras. Nesses sete anos de carreira já são quase 200 quadros pintados, alguns adquiridos por colecionadores em exposições pelo Brasil e no Exterior.
         Em 2005, numa mostra coletiva na Galeria Café Com Arte, de Porto Alegre (RS), surgiu o convite para a primeira exposição internacional. Junto com outros artistas brasileiros, Nathan Santos participou do evento ‘Brasil Mostra a Tua Cara’, em Havana, Cuba, onde protagonizou uma cena incomum. Um artista cubano duvidou que o menino, então com sete anos, fosse o autor das duas telas expostas. Desafiado, o garoto pegou um pedaço de papel onde fez um desenho a lápis e, depois de pronto, deu-o de presente ao incrédulo observador, que foi às lágrimas ao ver aquele talento precoce.

Futuro promissor

Para o artista plástico Maurilo Roberge, embora ainda não possua um estilo definido, a obra de Nathan Santos tem consistência. “Ela é criativa, espontânea e alegre. Mesmo trabalhando com uma diversidade de temas e com releituras de outros artistas, dá para perceber que ele consegue se relacionar com as cores de forma muito harmoniosa. Ele é talentoso”, comenta Roberge.
Diante de tamanha habilidade com as telas não há quem não se emocione. Em 2009, uma cliente do ateliê deu a Nathan uma viagem de dez dias a Paris, na França, para que ele tivesse oportunidade de visitar museus e galerias de arte, e assim ampliar conhecimentos. Outra visitante, de origem portuguesa, encantada com as obras do pintor mirim, passou a divulgar o trabalho dele para entidades de Portugal. Não demorou muito e veio o convite para o catarinense fazer a segunda exposição internacional da carreira, dessa vez, no Palácio de Alverca, sede da Associação Casa do Alentejo, em Lisboa.
Com a venda dos quadros que pinta, Nathan está investindo nos estudos. Trocou a escola pública por uma instituição particular e ajuda os pais sempre que pode. Sua próxima meta é fazer um curso de inglês para facilitar o contato com as pessoas em outras viagens que ainda pretende fazer pelo mundo. “Espero conhecer muitos museus e, se possível, continuar vendendo meus quadros. É uma arte alegre e colorida. Eu pinto para que as pessoas fiquem felizes”, confidencia o pequeno artista de Florianópolis.


Serviço:

O quê: Exposição ‘Colorindo o Inverno em Lisboa’
           Mostra Internacional de Nathan Santos

Quando: 4 a 18 de janeiro

Onde: Palácio de Alverca / Casa do Alentejo
           Lisboa - Portugal
           www.casadoalentejo.pt

Quanto: gratuito


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Dieve Oehme
Assessoria de Comunicação FCFFC

domingo, 2 de janeiro de 2011

Em 2011: Lembranças do Rancho do Neco

 Em 2011 , depois de mais uma ótima virada de ano passada no Rancho do Neco na ponta do Sambaqui, resolvi  pesquisar, nas ditas redes sociais, informações sobre o nosso pequeno grande rancho de pescadores de samba raiz da ilha de Santa Catarina. Pois encontrei, dois vídeos no You Tube muito interessantes de uma homenagem feita ao Neco e aos cinco anos do Rancho (2008). E não é que os vídeos foram postados pela grande e talentosa Cláudia Zininha (quanta honra)!
 Confiram essas raridades de momento:
Homenagem ao Neco no Rancho
Manezinho Odilio visita o rancho do Neco

sábado, 1 de janeiro de 2011

FNDC avalia: ano foi positivo para a comunicação brasileira


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Candice Cresqui
FNDC
Na avaliação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) o ano de 2010 foi favorável à comunicação brasileira. Embora o Governo Federal não tenha implementado nenhuma resolução da primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), não ficou apático em relação ao setor. Realizou importantes movimentos como o seminário internacional de legislação comparada sobre comunicação e o lançamento do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Atendendo demandas defendidas também pelos movimentos sociais.
Do ponto de vista do movimento por uma comunicação mais democrática e das ações do Governo Federal o ano de 2010 foi uma espécie de “ressaca” da Confecom, acredita o Coordenador-geral do Fórum, Celso Schröder. “Passamos o ano todo discutindo, avaliando e cobrando as resoluções decididas lá. Não temos consequências concretas quanto às políticas públicas, mas a Confecom não foi negada. Vivemos a decorrência dela em um ano atípico em virtude do processo eleitoral”, avalia o também presidente Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Tal período, no entanto, não inviabilizaria algumas ações imediatamente à Confecom, como a constituição do Conselho de Comunicação Social. “Com o aval que a Confecom deu, aprovando-o por unanimidade numa esteira de mobilização inédita no Brasil, o conselho já poderia ter sido instalado”, afirma Schröder. O que teria evitado, de acordo com ele, o recrudescimento das ações dos setores conservadores antiregulação e o uso eleitoreiro do debate (leia).

A expectativa do dirigente para o próximo ano é que o novo governo fortaleça o Ministério das Comunicações, como vem sinalizando, construa o novo marco regulatório e tonifique o setor público da comunicação brasileira. Com tais políticas o País dará passos decisivos para saldar o déficit de democracia que tem com o setor.
Nessa edição o e-Fórum faz um balanço dos principais temas que nortearam a comunicação brasileira em 2010.

Novo marco regulatório começa a ser desenhado

A regulação da mídia pautou a comunicação brasileira nos últimos meses. A criação da comissão interministerial para formular um novo marco regulatório e a realização do Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência das Mídias (confira) demonstrou a disposição do Governo Federal de enfrentar o assunto.

Ao trazer experiências de países com tradição democrática, o Governo quebrou o discurso de que regulação e regulamentação são incompatíveis com a liberdade de expressão e configuram censura. Os países desenvolvidos do mundo, sem nenhuma exceção, possuem marcos e agentes regulatórios. “Isso garante a democracia na comunicação dessas nações”, reforça Schröder. Todavia, é preciso vencer a resistência do próprio Executivo e das empresas de comunicação, em discutir a regulação no que tange ao conteúdo (confira).

A comissão que desenha o novo marco deve ter como guia também as resoluções da Confecom. De posse da proposta de marco regulatório é necessário que o Governo instale imediatamente um processo consultivo de audiências públicas, validando o conceito de participação social.

Congresso precisa ser esclarecido

Paralelamente a esta mobilização, a próxima leva de parlamentares que assumirá em 2011 precisa ser esclarecida quanto à necessidade de um marco regulatório para as comunicações (confira aqui e aqui).

Em balanço feito pelo FNDC, em maio de 2010, contatou-se que tramitam mais de 200 projetos sobre temas de comunicação na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados. Esse número, que inclui as propostas apensadas, pode ultrapassar a casa dos 300 se forem contabilizados os projetos que estão em outras comissões. A maioria das proposições antecede à 1ª Confecom. Do debate surgiram 672 diretrizes para a formulação de um novo marco legal das comunicações. Nos quatro meses posteriores ao encontro foram apresentados na Câmara dos Deputados 25 novos projetos, mas ainda não se vê, entre a maioria dos parlamentares, empenho pela implementação das propostas da Confecom (leia).

Banda larga é debatida com participação da sociedade

A implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) deve combinar o interesse público no oferecimento do serviço com a criação de uma infraestrutura de acesso. Para o FNDC, é preciso propor uma agenda democrática, apoiada em políticas públicas de comunicação que imponham às operadoras responsabilidades e contrapartidas sociais. Essa concepção sobre o PNBL norteou as contribuições da entidade nos encontros do Fórum Brasil Conectado (FBC).

Instância criada para acompanhar, discutir e propor ações e diretrizes ao PNBL, o FBC, realizou três encontros em 2010 (confira). Na primeira reunião realizada no dia 23 de junho, em Brasília, o Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), coordenador do Fórum, informou quais seriam os primeiros passos da execução de uma política nacional de banda larga (leia).

O segundo encontro ocorreu nos dias 23 e 24 de agosto (veja). Nele as discussões forram norteadas por dois eixos centrais. O primeiro dizia respeito à implementação e a forma como a Telebrás deveria oferecer o serviço de banda larga. O segundo abordava as condições de infraestrutura e de oferta que devem pautar o Plano. Os debates foram divididos em 11 sessões temáticas. Confira aqui as proposições iniciais do FNDC para cada tema. Durante o evento foram divulgadas as 100 primeiras cidades que integrarão o Programa (leia). Já no terceiro encontro, que aconteceu em 30 de novembro, foi apresentada uma prestação de contas das ações do PNBL e ocorreu o amadurecimento das discussões do segundo FBC.

PNBL expõe divergências

A entrada da Telebrás no mercado de banda larga e as exigências do plano de metas para a universalização do serviço de telecomunicações estremeceram as relações entre as empresas de telefonia e o Governo Federal. Em dezembro, após negociação com o Governo, as telefônicas aceitaram retirar as ações judiciais que moviam contra o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III) e a Telebrás. No fundo do embate está a mudança no modelo de negócio, provocadas pela evolução tecnológica e pela assimilação do Estado do papel estratégico das comunicações para o país (leia).

A universalização dos serviços de comunicação é tão importante para a sociedade quanto foi a expansão do sistema nacional de energia elétrica, por exemplo. Com a convergência tecnológica acelerada pela digitalização dos meios, o acesso às comunicações se tornou imprescindível a todos, para que estejam incluídos socialmente, e precisa estar inserido no princípio de bem público. Qualquer iniciativa que pretenda universalizar os serviços nessa área, do ponto de vista do FNDC, deve considerar um projeto estratégico nacional de digitalização (saiba mais).

Mídia atuou como partido político nas eleições

Se dependesse dos grandes veículos de comunicação o resultado da eleição presidencial brasileira desse ano certamente seria outro. Ainda em março a presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e executiva da Folha de S. Paulo, Maria Judith Brito, reconheceu que os meios de comunicação estavam fazendo o papel oposicionista (político) no Brasil, “já que a oposição está profundamente fragilizada”. A declaração mostrou que essa imprensa assume um lado, contrariando o jornalismo dito “isento” propalado pelos meios de comunicação do país (leia). O que se viu foi o agendamento de temas com prioridade e interesse eleitoral. Tal postura motivou a manifestação do FNDC em defesa da democracia e do controle público sobre a mídia, no mês de setembro (veja).

A campanha contrária à candidata do Presidente Lula, no entanto, não surtiu efeito. Dilma Rousself, a primeira presidenta do Brasil, venceu no primeiro turno e foi eleita no segundo com 56,05%. Para a professora e pesquisadora em Comunicação e Política Maria Helena Weber, isso de dá porque no contexto atual da política e da opinião pública a questão da vivência ganhou destaque. Segundo ela ocorre uma mudança geral do País, e as pessoas que usufruem dos benefícios das ações políticas do governo hoje opinam favoravelmente sem nem mesmo circular na internet ou ter acesso aos meios de comunicação (confira).

PL 29 está em debate no Senado Federal

Há quatro anos tramitando no Congresso Nacional o projeto de lei que unifica as regras para o mercado de TV por assinatura deve ser votado no próximo ano, mas segue polêmico. Aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, em maio, o PL 29 foi encaminhado ao Senado Federal, onde passou a ser denominado como PLC 116. Em análise na Comissão de Constituição e Justiça da casa já obteve emendas e foi fruto de audiência pública no início de dezembro.

Embora haja uma tentativa de entendimento para a aprovação da nova lei, o debate evidenciou as divergências quanto às cotas de produção nacional e às novas atribuições da Agência Nacional de Cinema (Ancine). A liberação de novas outorgas para a TV a cabo, sem a alteração da Lei do Cabo e a provação do PLC 116, feita pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tornou o cenário ainda mais turbulento. Para o FNDC é preciso que o PLC 116 incorpore as deliberações da Confecom (leia) e cuide para que ao abrir o mercado de TV por assinatura às empresas de telefonia não faça uma simples transferência de hegemonia (confira).

Entidades mantêm mobilização pós-Confecom

Representantes de movimentos sociais e da comunicação, integrantes da Comissão Nacional Pró-Confecom (CNPC) participaram em Brasília, no início do mês de julho, do seminário proposto pelas deputadas Iriny Lopes (PT-ES), pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e Luiza Erundina (PSB-SP), pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e entidades da sociedade civil. O encontro estabeleceu critérios de importância para as propostas da Confecom. Foram priorizadas 70 proposições para serem implementadas com mais celeridade.

Em junho a declaração do ministro-chefe Franklin Martins, da Secretaria da Comunicação Social do Planalto de que as resoluções terão de ser conduzidas pelo próximo governo desagradou o movimento social que participou intensamente do encontro (confira).

Telebrás pode operar rede pública
Recentemente a Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal apresentou ao Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) um estudo, ainda preliminar, sobre a possibilidade de usar a Telebrás como operadora da rede pública de TV digital (saiba mais). O operador visa estabelecer a digitalização dos canais públicos de televisão, especialmente aqueles gestados pela União, e será implementado pela EBC (confira). Emissoras educativas e culturais também avaliam a possibilidade de ingressarem na rede que o governo federal vem preparando (leia).

Em 2009 a EBC pôs em consulta pública os requisitos para a contratação da empresa que fará a implantação, operação e manutenção da infra-estrutura da Rede Nacional de Televisão Pública (RNTP) (veja). O Ministério das Comunicações publicou a Norma Geral para Execução dos Serviços de Televisão Pública Digital, oficializando a criação do operador de rede em fevereiro daquele ano.

EBC renova Conselho Curador

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) renovou três membros do Conselho Curador da entidade em abril de 2010. O processo ocorreu após consulta pública para a formulação de uma lista tríplice que passou pela apreciação do Presidente da República (saiba mais) . Na avaliação do FNDC, embora positiva, a metodologia da consulta pública foi limitada por não considerar o direito de escolha da sociedade (confira). Passaram a integrar o referido conselho o engenheiro elétrico Takashi Tome e os jornalistas Ana Veloso e Mario Augusto Jakobkind.

Radiodifusão comunitária sofre perseguição


O movimento de rádios comunitárias continua sofrendo formas de criminalização por parte do Estado. Após a tentativa de condicionar a concessão de outorgas ao não exercício sem autorização do serviço de radiodifusão comunitária em outubro (leia), o Ministério das Comunicações passou a exigir certidão criminal de todos os diretores das emissoras. Conforme o coordenador geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) e integrante da Coordenação Executiva do FNDC, José Nascimento Sóter, a autorização para o exercício da radiodifusão comunitária é concedida às entidades e não às pessoas que as formam. Na prática a nova medida torna coletivos quaisquer delitos cometidos pelos integrantes das associações (confira).

Lei de Direito Autoral passou por consulta pública
O Ministério da Cultura colocou em consulta pública, de 14 de junho a 31 de agosto, o projeto de modernização da Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/98). O processo teve de 1049 participantes, sendo 118 instituições, gerando um total de 8.431 manifestações e contribuições ao texto que será encaminhado ao Congresso Nacional. O advogado Marco Tulio De Rose, entrevistado deste e-Fórum em 20 de agosto, especialista no assunto, acredita na gestão coletiva e estatal sobre os direitos autorais e observa que cabe aos juristas encontrar uma forma de tornar mais efetiva e simples a proteção econômica da lei em relação ao autor (saiba mais).

Marco civil da internet continua em construção

Em abril foi colocado em consulta pública o anteprojeto do Marco Civil da internet, elaborado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O número de visitas à página do Fórum da Cultura Digital Brasileira foi superior a 77 mil e houve mais 2,3 mil comentários. A primeira fase desse processo, encerrada em dezembro do ano passado, contou com mais de 800 contribuições.

O texto final deve ser encaminhado ao Congresso no próximo ano. Na opinião do FNDC é preciso que a Plataforma e conteúdo sejam diferenciados na proposta de regulação da rede (confira).
Sistema Brasileiro de Rádio Digital tem portaria

A portaria publicada pelo ministro Hélio Costa em 31 de março, às vésperas de sua saída do Ministério das Comunicações, criando o Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD), trouxe um rol de diretrizes a serem observadas durante a construção do sistema. O documento contém premissas básicas para a digitalização da radiodifusão sonora no País, como, por exemplo, proporcionar a utilização eficiente do espectro de radiofrequências. O Minicom, entretanto, não definiu tecnologia e nem chegou a estabelecer, efetivamente, políticas para o setor (confira).
Atentas ao desenvolvimento do SBRD, entidades ligadas ao movimento pela democratização da comunicação manifestaram sua posição em Carta Aberta (leia). Elas alertam que a adoção de qualquer sistema sem debate e reflexão rigorosos, ou de forma automática e sem aprimoramentos tecnológicos poderá trazer sérios problemas e não atender à realidade brasileira.