quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Morreu Oscar

Hoje, ao invés de um destaque, temos um lamento.
Morreu Oscar.
104, quase 105, anos de linhas que saltaram das pranchetas para alterar definitivamente o horizonte. Um traço que preferiu sempre as curvas às retas. Dizia que “se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que deixa esse caminho mais belo”.
Ontem à noite, enquanto o vice-governador fazia uma palestra sobre outras obras e projetos que transformarão a paisagem e a rotina de Brasília e dos brasilienses, chegou a notícia: Oscar morreu.
Não houve surpresa. Houve um minuto de silêncio. Houve uma certeza:
Um ciclo encerrou-se. Um gênio partiu. Uma lenda iniciou-se.                                                                                                 


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Inorbel Maranhão Viegas
Jornalista - Brasília

domingo, 25 de novembro de 2012

Noam Chomsky escreve manifesto contra cobertura parcial da mídia

CRISE EM GAZA

Tradução e edição: Larriza Thurler
O linguista, filósofo e ativista político Noam Chomsky, a professora de linguística Hagit Borer, o compositor Antoine Bustros, o ativista David Heap, entre outros, escreveram um manifesto, no site Stop the War Coalition [15/11/12], criticando a cobertura da mídia mundial sobre a crise em Gaza. Eles pediram, ainda, a jornalistas de grandes veículos que se recusem a ser instrumentos da política sistemática de dissimulação, assim como a cidadãos que se informem por meio de mídia independente.
Segundo os signatários do manifesto, o grau de terror sentido pelos civis palestinos em Gaza está escassamente sendo noticiado na mídia, em forte contraste à atenção do mundo voltada aos cidadãos israelenses chocados e aterrorizados. “Enquanto países da Europa e América do Norte homenageavam, no dia 11/11, vítimas militares de guerras passadas e presentes, Israel estava atacando civis. No dia 12/11, leitores foram inundados no café da manhã com relatos de baixas militares atuais e passadas. Houve, entretanto, pouca ou nenhuma menção do fato de que a maior parte das vítimas das guerras dos dias de hoje é de civis. Houve quase nenhuma menção dos ataques militares na manhã do dia 12/11 em Gaza, que continuaram ao longo da semana”, denunciaram.
Uma varredura superficial confirma que isso aconteceu nos veículos canadenses CBS, Globe and Mail, Gazette, Toronto Star, assim como no americano New York Times e na rede britânica BBC. Segundo o relatório do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR) do dia 11/11, cinco civis palestinos, incluindo três crianças, foram mortos na Faixa de Gaza nas 72 horas anteriores, além de dois seguranças palestinos. Quatro das mortes ocorreram como resultado do exército militar israelense disparando contra jovens que jogavam futebol. Além disso, 52 civis ficaram feridos, dos quais seis mulheres e 12 crianças.
De acordo com o manifesto, artigos sobre essas baixas focaram no assassinato de guardas palestinos. Uma matéria da Associated Press, divulgada na CBC, não menciona que houve civis feridos e mortos. Outro artigo da AP relata que os foguetes de Gaza aumentam a pressão sobre o governo de Israel, mas não menciona ou mostra imagens de numerosas vítimas sangrando ou de cadáveres em Gaza. A mesma cobertura pôde ser observada em diversos veículos europeus.
A maior parte das matérias focou nos foguetes disparados de Gaza e nenhum deles provocou mortes. Não foram mencionados, porém, os bombardeios sobre Gaza, que resultaram em diversas vítimas graves e fatais. “Não é necessário ser um especialista em mídia para entender que estamos, na melhor das hipóteses, recebendo uma cobertura distorcida e de má qualidade e, na pior, de manipulação propositadamente desonesta”, escreveram.
Cadeia de baixas civis
Além disso, as matérias que mencionam as vítimas palestinas em Gaza relatam consistentemente que as operações israelenses são em resposta ao lançamento de foguetes a partir de Gaza e à lesão de soldados israelenses. No entanto, a cronologia dos eventos da recente explosão de violência começou no dia 5/11, quando Ahmad al-Nabaheen, um inocente e aparentemente mentalmente incapaz homem de 20 anos, foi baleado quando passava perto da fronteira. Médicos tiveram que esperar seis horas até serem autorizados a buscá-lo e suspeita-se que isso possa ter causado sua morte. Depois, no dia 8/11, um menino de 13 anos que jogava bola em frente à sua casa foi morto pelas forças de ocupação israelenses (IOF), que chegavam em tanques e helicópteros à Gaza. Assim, o ferimento de quatro soldados israelenses na fronteira no dia 10/11 já era parte de uma cadeia de eventos que começou quando os civis de Gaza foram mortos – e não foi o evento que deu início ao conflito.
Os signatários voltaram recentemente de uma visita à Faixa de Gaza e alguns estão mantendo contato, por meio de mídias sociais, com palestinos que moram no local. Por duas noites, estes foram impedidos de dormir pela movimentação contínua de drones, caças F16, e bombardeios indiscriminados sobre vários alvos na Faixa de Gaza. A intenção clara é de aterrorizar a população civil palestina – o que não é relatado na mídia e contrasta com a atenção mundial sobre cidadãos israelenses chocados e aterrorizados. “Preconceito e desonestidade com relação à opressão dos palestinos não é nada novo na mídia ocidental e tem sido amplamente documentado. Todavia, Israel continua seus crimes contra a humanidade com a anuência plena e apoio financeiro, militar e moral de nossos governos, os EUA, o Canadá e a União Europeia”, disparam.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/noam_chomsky_escreve_manifesto_contra_cobertura_parcial_da_midia

DIVAS DA MPB

Convido para a minha apresentação com a BANDA DIVINA FLOR, trata-se do espetáculo ``DIVAS DA MPB``, um show alegre divertido, com música de qualidade, num repertório que privilegia a música brasileira e homenageia as cantoras brasileiras, especialmente preparado, sob a direção musical da Professora Irene Pavoni.
Vale a pena conferir, o espetáculo está DIVINO!

Data 07/12/12.
Local: Theatro Adolpho Mello, centro histórico de São José
Horário: 21:00, abertura do teatro, 20:30hs.
Ingressos: R$ 30,00, e podem ser adquiridos comigo, por e-mail e fone. Só fazer a reserva e providenciamos a entrega.

Conto com a presença de todos!

Gilney da Cruz Barbosa
(48) 3221-9574 / 9912-7988 [Observação]
Banda Divina Flor   (48) 9974-3822 / 9645-6625 - www.bandadivinaflor.com.br

O pacto mafioso em defesa da Veja


22/11/2012 |
Altamiro Borges
Blog do Miro
O relatório da CPI do Cachoeira corre o risco de não ser votado ou de ser totalmente desfigurado. A gritaria contra o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), é espantosa. Ele já foi rotulado de “louco”, “vingativo”, “charlatão” e de outros adjetivos. A fúria parte de vários cantos. Dos “viúvos de Demóstenes”, travestidos de arautos da ética. Da oposição demotucana, abatida com o pedido de indiciamento do governo Marconi Perillo. E, principalmente, da mídia privada, que não aceita a inclusão do editor da Veja no relatório da CPI.
Neste caso, os barões da mídia deixaram de lado a concorrência de mercado e parecem ter firmado um pacto mafioso em defesa de Policarpo Jr., o serviçal da famiglia Civita que manteve relações comprovadas com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Os jornalões de hoje publicaram editoriais raivosos contra o resultado da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Os seus “calunistas” de plantão também foram acionados. O discurso da máfia midiática é sempre o mesmo. O relatório “atenta contra a liberdade de expressão”.
"História invejável de serviços prestados"
A direção da revista Veja emitiu uma nota lacônica e patética. “Ao pedir o indiciamento do jornalista de Veja Policarpo Júnior, o relator Odair Cunha, do PT de Minas, não conseguiu esconder sua submissão às pressões da ala radical de seu partido que, desde a concepção da CPI, objetivava atingir a credibilidade da imprensa livre por seus profissionais terem tido um papel crucial na revelação do escândalo do "mensalão" - o maior e mais ousado arranjo de corrupção da história oficial brasileira”.
Ainda segundo a nota, o relator da CPI tentou “desqualificar o exemplar e meritório trabalho jornalístico de Policarpo Júnior, diretor da sucursal de Brasília e um dos redatores-chefes da revista Veja, dono de uma história invejável de serviços prestados aos brasileiros”. Quais serviços? A fabricação de “reporcagens” com base em grampos ilegais da quadrilha criminosa? As matérias para beneficiar os “negócios” do mafioso? Afinal, por que o “Caneta”, íntimo de Cachoeira, não pode ser indiciado? O que a famiglia Civita tanto teme?
Folha e Estadão defendem o concorrente
A reação da revista Veja já era esperada. Acuada, ela se torna mais agressiva. O que chama a atenção é a reação do restante da mídia privada. Ela parece ter culpa no cartório. A Folha de hoje, em editorial, bateu duro na “CPI da insensatez”. Ela jura que Policarpo Junior manteve apenas uma relação do “jornalista com sua fonte”. Afirma que ele nem foi ouvido pela CPI, omitido de quem foi a culpa pela sua não convocação. E conclui que o relator tentou servir à ala do ex-presidente Lula, “ávida por fustigar opositores e imprensa”.
No mesma toada, o Estadão também ataca Lula, que impôs a CPI para se “vingar” dos inimigos – o tucano Perillo, o procurador Gurgel e, lógico, a mídia. “A existência do número do telefone de Policarpo na memória do celular do bicheiro bastou para que o jornalista, autor de várias reportagens que desagradaram ao PT, Lula e à cúpula do governo Dilma, passasse a ser réu em potencial... O relatório prova que Cachoeira foi só pretexto. O título correto seria CPI do talião: olho por olho, dente por dente”, conclui o cínico editorial.
Medo da regulação da mídia
Além dos editoriais, vários “calunistas” amestrados já tentam desqualificar o relatório. Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa” do PSDB, afirma que a CPI virou um “triste pastelão”. Já Ricardo Noblat, o blogueiro preferido da famiglia Marinho, saiu em defesa da famiglia concorrente. “Lula não perdoa a Veja por ter batido forte nos seus dos governos”. Ou seja: o pacto foi firmado para defender a revista Veja e para salvar a máfia midiática de futuras investigações ou de propostas de regulação deste setor estratégico.

Mídia proclama: 'somos todos Policarpos'


22/11/2012 |
Redacao
Brasil 247 -FNDC
Em menos de 24 horas, relatório de Odair Cunha (PT-MG) conseguiu provocar uma reação inédita dos grandes meios comunicação brasileiros: editoriais do Estado, de Francisco Mesquita Neto, e da Folha, de Otávio Frias, uma capa do Globo, de João Roberto Marinho, além de artigos de Merval Pereira e Ricardo Noblat.
Tudo por conta da proposta de indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, de Veja, de Roberto Civita, por formação de quadrilha, em razão de seu estreito vínculo com o bicheiro Carlos Cachoeira.
O relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), lido às 10h30 desta quinta-feira, conseguiu demonstrar o poder de fogo dos grandes meios de comunicação brasileiros. Em menos de 24 horas, os principais jornais do país enfileiraram suas tropas e apontaram os canhões na direção do relator da CPI.
O deputado Odair, como se sabe, ultrapassou uma linha perigosa, ao propor o indiciamento de cinco jornalistas e investigações a respeito da conduta de outros seis profissionais de imprensa.
O caso emblemático é o do jornalista Policarpo Júnior. Odair demonstra que o diretor de Veja tinha ciência de estar servindo a interesses privados de Cachoeira (que apenas eventualmente coincidiam com interesses públicos), valendo-se muitas vezes de munição para suas denúncias obtida por meio de gravações clandestinas ou compradas ilegalmente (como no caso do Hotel Naoum, em Brasília).
O relator também cita exemplos de profissionais que receberam dinheiro, champanhes e outros presentes de Cachoeira para produzir reportagens. Mas, na visão dos grandes grupos privados de comunicação, investigá-los representa uma ameaça à liberdade de expressão.
Tanto a Folha como o Estado produziram editoriais a respeito, como colunistas de renome, vide Ricardo Noblat, também condenaram o relatório de Odair Cunha. Foi como se proclamassem, em uníssono: "Somos todos Policarpos". Ou, de outra maneira, "mexeu com ele, mexeu comigo".

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

11ª Sepex: Programação cultural desta sexta-feira


Programação cultural da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC desta sexta-feira tem ciranda popular, dança do ventre, seresta e grupo de dança folclórica. A Sepex é o maior evento de divulgação científica de Santa Catarina. A visita aos estandes pode ser feita até amanhã, da 24.  Hoje, 23, das 9h às 19h, e no sábado, das 9h às 13h. Leia mais. Acompanhe também a programação especial da TV UFSC em www.youtube.com/tvufs

Florianópolis recebe primeiro estúdio Non-Environment de Philip Newell no hemisfério sul


A Cool Tunes, inaugurada na Espanha há 35 anos e dirigida por Guy Wenger*, abre em Florianópolis o primeiro estúdio Non-Environment do designer acústico Philip Newell no hemisfério sul.
O design Non-Environment minimiza a influência da sala, preservando o som da gravação durante os processos de mixagem e produção.
Tela de projeção: Screen Excellence Enlightor 4K .
Designer de interior: innateam da arquiteta Aline Bittencourt
Serviços oferecidos
Arranjos
Composição e projeto de som
Direção artística
Gravação no Cool Tunes estúdio ou com equipamento portátil
Letras para álbuns, trilhas sonoras e publicidade
Masterização 5.1 e estéreo
Mixagens 5.1 e estéreo para Cinema, CD e Audiovisuais
Restauração de áudio
Áudio sobre IP ao vivo ( Realtime Audio over IP)
Projeto e Consultoria para empresas, estúdios e exposições
Projetos acústicos e sistemas de áudio
Mais informações no site cooltunes.org, pelo e-mail info@cooltunes.org ou pelo telefone (48) 3364-4068.
*Guy Wenger
Nascido em Bristol, Inglaterra, cresceu escutando Cream, Tyrannosaurus Rex e Sly & the Family Stone, até que a cena punk surgiu no final dos anos 70, acompanhada pelo dub jamaicano.
No início dos anos 80 Guy montou sua primeira equipe de sonorização e começou a mixar ao vivo e em estúdios.
Tocando baixo no The Vox Phantoms, abria shows para grupos como The Damned, The Ruts, UK Subs, UB 40, Bad Manners, The Selector y Creation Rebel. Foi quando ele teve a chance de ser produzido pelo lendário Adrian Sherwood.
Durante os anos 80, mudou-se para o Egito por 3 anos. Depois, em Barcelona , por mais de 25 anos produziu, atuou como engenheiro e fez composições para discos, spots e cinema espanhol e europeu.
Suas influências musicais incluem: A Tribe called Quest, Caetano Veloso, Faithless, Gorillaz, Jack Johnson, Khaled, Lee ìScratchî Perry, Massive Attack, Nick Cave, Marisa Monte y Portishead.
http://acontecendoaqui.com.br/posts/florianopolis-recebe-primeiro-estudio-non-environment-de-philip-newell-no-hemisferio-sul/