- 02/04/2013 |
- FNDC
- Campanha Para Expressar a Liberdade
Os atos do lançamento do Projeto de Lei da Mídia
Democrática foram realizados por centrais sindicais e movimentos sociais
nas cidades de São Bernardo do Campo, Aracaju, Contagem, Brasília, Rio
de Janeiro, Porto Alegre e Belém. Veja como foram as atividades.
O Projeto de Lei da Mídia Democrática foi lançado oficialmente
neste Dia do Trabalhador (1/5) em todo o Brasil. A proposta da
sociedade civil para a regulamentação para o setor das comunicações
(rádio e televisão) quer ampliar o debate sobre o direito à comunicação
para todos os setores da sociedade.
Em pelo menos cinco estados brasileiros ocorreram ações de coleta de
assinatura e debate sobre o tema - a marca de 1 milhão e trezentas mil
assinaturas colocará o Projeto de Iniciativa Popular em debate no
Congresso Nacional.
Os atos foram realizados por centrais sindicais e movimentos sociais
nas cidades de São Bernardo do Campo, Aracaju, Contagem, Brasília, Rio
de Janeiro, Porto Alegre e Belém. Veja como foram as atividades.
Rio de janeiro (RJ)
Na capital fluminense, a celebração dos trabalhadores foi antecipada
pelas centrais sindicais para o dia 30 e a Frente Ampla pela Liberdade
de Expressão do Rio de Janeiro (Fale-Rio) se mobilizou para estar
presente e iniciar a divulgação do Projeto de Lei em lugares como a
Cinelândia e o Beco do Lume (já houve pré-lançamento no dia 26 na praça
XV).
Aracaju (SE)
Em Sergipe foram montadas bancas para coleta de assinatura em três
locais na cidade de Aracaju: Arcos da Orla, Sol Nascente e Santa Maria.
As ações foram organizadas pela Central Única dos Trabalhadores, Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Partido Socialismo e
Liberdade (PSOL), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
(PSTU), Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Fórum Sergipano pelo
Direito à Comunicação (DiraComSE). “Fizemos barraquinhas e os militantes
da comunicação colheram assinaturas e debateram o tema com a
comunidade. Temos uma avaliação bastante positiva desse primeiro momento
pois conseguimos dialogar com o povo da cidade e do interior, com os
trabalhadores, a juventude, com os movimentos das mulheres e os grupos
culturais, como o hip-hop”, disse Paulo Victor Melo, da DiraComSe. Nesta
quinta-feira, a DiraComSE realizará coleta de assinaturas em Estância,
no interior do estado.
Porto Alegre (RS)
A coleta de assinaturas foi realizada pelo Comitê pela Democratização
da Comunicação no Rio Grande Sul e pela CUT/RS na capital Porto Alegre,
no bairro Humaitá, com as atividades também inseridas na programação do
Dia do Trabalhador. O projeto de iniciativa popular recebeu a adesão de
moradores do bairro, trabalhadores que vieram participar das
atividades, militantes de movimentos sociais, parlamentares e outras
autoridades políticas, entre elas o ex-governador do RS, Olívio Dutra.
Na próxima semana, o Comitê gaúcho realiza reunião para organizar o
calendário de mobilização em torno do projeto em conjunto com as
atividades de apoio ao projeto de lei que cria o Conselho Estadual de
Comunicação do RS, que deve ser protocolado em breve na Assembleia
Legislativa. “Todos os avanços, pelos quais lutamos e sonhamos no
Brasil, passam pelo caminho da democratização da comunicação”, sintetiza
a coordenadora do comitê, Eliane Silveira, jornalista e militante da
Marcha Mundial das Mulheres.
Contagem (MG)
Em Minas Gerais a coleta de assinatura foi realizada pela CUT-MG e
pelo Comitê Mineiro do FNDC/MG em Contagem, na Região Metropolitana de
Belo Horizonte. A campanha pela democratização das comunicações foi
apresentada para cerca de cerca de 5 mil pessoas por ocasião da Missa do
Trabalhador.
Além das pautas regional e nacional da Central, o secretário de
Comunicação da CUT-MG, Neemias Rodrigues, aproveitou a ocasião para
lançou a campanha de coleta de assinaturas do projeto de lei: “A CUT
está nesta luta pela quebra do monopólio da comunicação. Não é mais
possível que apenas seis famílias controlem a mídia no Brasil”, afirmou.
Belém (PA)
A coleta de assinaturas aconteceu em praça pública com diálogo com a
população em geral, trabalhadores, juventude e movimentos sociais.
Participaram a CUT, CTB, movimento estudantil, Coletivo Kizomba, União
da Juventude Socialista, Juventude do Partido dos Trabalhadores.
Brasília (DF)
Em Brasília, as atividades de lançamento da Lei da Mídia Democrática
aconteceram no Acampamento Hugo Chavez, do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST), com debate sobre a temática da democratização
da comunicação e coleta das assinaturas. Para Geraldo Gasparin,
integrante da coordenação do acampamento Hugo Chavez, o debate é
imprescindível para os trabalhadores sem terra: “existe uma cerca que
impede os camponeses de viver e produzir com dignidade no campo, mas,
além da cerca do latifúndio, aprendemos também que existe uma cerca que
precisa ser rompida, que é a da comunicação. Há um latifúndio da mídia
nesse país e nós precisamos nos organizar também para democratizar o
acesso à comunicação, um direito inalienável de todos os trabalhadores”.
A atividade contou com apresentação do filme “Levante sua Voz”, além de
debate com os camponeses e coleta das assinaturas.
São Bernardo do Campo (SP)
Em São Paulo as atividades aconteceram em São Bernardo do Campo, no
ABC paulista. As atividades também se concentraram nas ações do Dia do
Trabalhador com a organização do Comitê de São Paulo do FNDC,
Intervozes, Barão de Itararé e da CUT/SP. Houve muita conversa sobre o
tema e centenas de assinaturas pelo projeto de iniciativa popular.
Mande fotos e relatos das atividades que aconteceram em seu estado para imprensa@fndc.org.br
Todos os documentos necessários para a coleta de assinaturas, assim como o projeto de lei estão na
página da campanha Para Expressar a Liberdade. Acesse o site e veja as imagens dos eventos que aconteceram no país.
http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/