domingo, 4 de maio de 2008

Gastronomia e Arte: Eat The Paint

Gastronomia e arte:
Essa dica foi da amiga Luciana Bastos: Começa no DIA 5 de MAIO um interessante evento de gastronomia e arte no Floripa Shopping
Inédito no Estado, o Eat The Paint chega ao shopping para fazer uma homenagem às mulheres com um conceito inovador, que alia o sabor do chocolate à pintura. Feitos ao vivo pelo chef chocolatier francês Eric Jourdan, os quadros de chocolate poderão ser degustados pelo público. Além de serem admiradas, as obras de arte agora poderão ser experimentadas. Essa é a proposta do Eat de Paint, evento que vai transformar o Floripa Shopping em uma grande galeria de arte a partir desta segunda-feira (5). A deliciosa fórmula de unir arte e chocolate, criada pelo chef chocolatier francês Eric Jourdan, vai instigar as sensações dos clientes do empreendimento. Com o tema “Mulheres”, em homenagem às mães de Floripa, o evento permanece no shopping até 11 de maio. A técnica sofisticada, que usa chocolate belga callebaut, seguem etapas que são acompanhadas ao vivo pelos clientes, inclusive a preparação do chocolate. Na medida em que os quadros vão ficando prontos, são expostos na Praça Central do shopping. Depois de secos, eles são quebrados em pequenos pedaços e oferecidos ao público para degustação.A produção dos quadros de chocolate acontecerá das 16 às 21h. Em alguns momentos, o chef convidará clientes – especialmente as crianças – para interagir com os ingredientes e participar da elaboração das pinturas. Além das apresentações, serão produzidas mini-obras de arte que poderão ser adquiridas pelo público pelo valor de R$ 10,00 a unidade. Segundo Eric Jourdan, o prazeroso trabalho de ser um 'pintor de chocolate' permite que o artista divirta-se durante o processo de criação, grande atração da técnica: 'As pessoas ficam com um sentimento de: Será que eu vou resistir? Será que eu vou comer? Já conheci pessoas que compraram um quadro meu e demoraram um ano pra comer, mas, geralmente as pessoas não acabam resistindo e comem na hora', explica o chef. As apresentações serão um jogo de sensações com alguns dos cinco sentidos do corpo humano, como o olhar, olfato e paladar. " Unir arte com gastronomia e chocolate é serotonina pura. As obras criadas no Eat the Paint têm sensibilidade, movimento, textura, luminosidade, perspectiva e sabor. Essa mistura artística vai encantar e fascinar quem vivenciar a experiência”, afirma a gerente que acredita que o evento, cuja tradução é literalmente 'coma a pintura', será um verdadeiro sucesso. 'O chef Jourdan transformou o que ele ama que é arte, em chocolate. Por isso as obras têm muita sensibilidade”. Eric Jourdan já rodou o mundo se apresentando em muitos eventos, convenções, inaugurações e empresas que já se deixaram contagiar pelo 'efeito chocolate', como Museu do Louvre, Club Med, Cartier Internacional, Givenchy, Microsoft, Renault e Yves Saint-Laurent. Agora chegou à vez dos catarinenses vivenciarem essa experiência única e irresistível no Floripa Shopping.
Para aguçar ainda mais a curiosidade, antes de participar do evento no Floripa , assista ao vídeo, assim você pode entender ainda melhor como acontece o processo de criação.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

VII Feira de rua do livro de Floripa e I Feira Catarinense

A Câmara Catarinense do Livro realiza a 7ª edição da Feira de Rua do Livro de Florianópolis de 30 de abril a 10 de maio, no largo da Alfandega, ali ao lado do Mercado Público.
O evento que vem se consolidando a cada ano, com um grande sucesso de público, traz agora a novidade de se estadualizar realizando junto a I Feira Catarinense do Livro. A Feira é um evento cultural, cujo objetivo é divulgar o trabalho dos autores catarinenses bem como incentivar o hábito da leitura entre as diferentes classes sociais. Há livros para todos os gostos: nacionais, estrangeiros, infantis, infanto-juvenis, adulto, best-sellers, religiosos. Haverá lançamentos de livros, sessões de autógrafos, bate-papo com autores, oficinas de arte para crianças, contação de histórias, apresentações musicais, espetáculos teatrais, danças, etc.
Este ano o Patrono da feira é o Sr. Eurides Mescoloto. E os agraciados são: Ana da Cunha Pereira, com o Mérito Livreiro “Dikson Colombo”, Jaksan Kaiser, com o Mérito Editor “Odilon Lunardelli”, Marco Anselmo Vasques, com o Mérito Escritor “Cruz e Sousa”, Tânia Maria Piacentini com o Troféu “Amigo do Livro” e Verônica dos Santos Ferreira, com o Troféu “Boi-de-Mamão”. Além destes a Câmara Catarinense vem homenagear grandes personalidades da cultura catarinense e brasileira: Franklin Cascaes, Machado de Assis, Gustavo de Lacerda, João Batista Sérgio Murad (Beto Carrero) e Maria Elizabete Nunes Anderle.
Veja mais informações na link da CCL:

http://www.cclivro.org.br/feira/

21ª Feira da Esperança: um encontro marcado com a alegria

De 30 de ABRIL a 4 de Maio
no Centrosul
Um Encontro marcado com a alegria

Setenta por cento da manutenção anual da Apae depende da Feira da Esperança. Só este dado justifica plenamente que a população prestigie a vigésima-primeira edição deste evento filantrópico. A abertura está marcada para esta quarta-feira, no Centro Sul. A organização do evento conta com cerca de 1,8 mil voluntários neste trabalho elogiável de solidariedade e promoção humana. A Comissão organizadora montou um esquema para atrair 30 mil pessoas, o que garantirá uma receita maior este ano, viabilizando novas atividades da Apae.
Além disso, a programação gastronômica e cultural está repleta de boas opções. Uma grande pedida para o feriadão: dar um passeio na feira do livro e depois ir almoçar e visitar a Feira da Esperança.

Veja a Programação Cultural :

http://www.apaeflorianopolis.org.br/noticias/noticias.htm

terça-feira, 29 de abril de 2008

Bom Partido canta Noel no Café Matisse nesta quarta




O grupo Bom Partido irá se apresentar nesta quarta-feira, às 22h, no Café Matisse, no Centro Integrado de Cultura (CIC), com o projeto "Samba", homenageando Noel Rosa. A abertura fica por conta do pesquisador e cantor Marcão, acompanhado por Raphael Galcer no violão de 7 cordas, apresentando sambas, que não constam no repertório de nenhum grupo, resgatados graças ao trabalho deste pesquisador.A entrada é de R$5.
O grupo Bom Partido já existe há mais de 10 anos e sempre teve a preocupação de cantar os sambas e os sambistas de Florianópolis, e resgatar os sambas que não são mais cantados, evitando que caiam no esquecimento. Seu único CD até agora possui somente músicas de compositores da cidade como Zininho, Celinho da Copa Lord, Dinho, Jandira, e Marcelo 7 cordas.O grupo é formado por Jandira (voz), Josiane (voz), Júlia (voz), Dôga (percussão), Bidu (percussão), Fernanda da Silveira (cavaco) e Thiago Laroyd (violão).Desde o começo do grupo, o Bom Partido faz homenagens freqüentes à um sambista. Aniceto do Império, João Nogueira, Dorival Caymmi, Clara Nunes, e até o próprio Noel, na primeira sessão de homenagens, feita há quase 10 anos, são alguns dos sambistas que podem ser citados.O projeto "Samba" é de criação do próprio Bom Partido e consiste em uma apresentação por mês para homenagear um sambista. Em abril será Noel Rosa.O Grupo escolheu os melhores sambas do compositor, dentre os mais conhecidos, até para não deixar os espectadores perdidos, e irá apresentar para o público do Café Matisse.
Noel Rosa (11/12/1910 – 04/05/1937) é considerado por muitos historiadores como o maior cronista do país. Pra quem quer conhecer um pouco do Rio de Janeiro da década de 20 e 30 pode buscar as músicas de Noel, que terá uma boa fonte de informações. Noel tinha uma facilidade incrível de escrever versos e criar melodias e suas músicas ainda podem ser interpretadas como se fossem atuais.A primeira gravação de Noel foi feita em 1929 e a última em 1937, ano de sua morte, tendo, baseado no ano de gravação, apenas 7 anos para compor suas mais de 150 músicas e dizer o que pretendia. Além das outras tantas canções que corrigia, refazia ou fazia inteira e dava para outras pessoas, sem colocar seu nome.
Excepcional boêmio, ídolo de quase todos os sambistas, autor de músicas mágicas, Noel será relembrado na noite de quarta-feira, 30, véspera de feriado, às 22h, no Café Matisse, no CIC, em um show propício inclusive para quem gosta de dançar.Para os mais inspirados esta noite pode render até o dia 1º de maio, como, com certeza, Noel Rosa faria.


Para mais informações, entre em contato com Carlos Raulino pelo telefone 9991-3218




Fonte: Artur de Bem f: (48) 9969-0311


Festa de primeiro de maio no Baiacu de Alguém


O Bloco Baiacu de Alguém,de Santo Antônio de Lisboa, prova porque é um dos mais organizados da cidade. Trabalha e mobiliza seus integrantes o ano todo. Depois de promover um show com Denise de Castro e Grupo Bom Partido com o nome de Homenagem a Clara Nunes que foi um sucesso, está organizando uma Festa de aniversário e solidariedade ao músico Reizinho. Será no dia primeiro de maio, dia do trabalhador!

Programação:


FESTA:
Aniversário do Reizinho
Dia: 01/05/08 - Quinta – Feriado – a partir de 13 h
Almoço com samba
Ingresso: R$ 10,00

Local: Sede do Bloco Baiacu de Alguém
Santo Antônio de Lisboa
Rua Padre Lourenço R. de Andrade, 650, esquina com Rua Senador Mafra
Santo Antônio de Lisboa - Florianópolis - SC
Fones: (48) 3235-1183 ou (48) 9101-1183

Para saber mais sobre o bloco visite o site:
http://www.baiacudelaguem.com/

Artigo: Nação defenestrada ou Isabela e o público brasileiro ...


NAÇÃO DEFENESTRADA

Raul Longo

Pobres, morávamos na Vila Guarani, distrito do Jabaquara. São Paulo, inícios da década de 60.

Nos finais de semana visitávamos parentes em melhor situação financeira, no vizinho bairro de classe média: Cidade Vargas.

Dava para ir à pé e o conjunto habitacional planejado imitava os dos subúrbios norte-americanos: casas padronizadas em meio a terrenos de bom tamanho, ajardinados e abertos. Extremas apenas delimitadas por cavaletes de água e postes de energia elétrica.

Com o tempo e a incidência de assaltos, aos poucos cada proprietário foi erigindo seu próprio muro, cerrado por portões e grades pontiagudas.

Um dos primeiros a tomar tal providência foi o Nelson Gato, o mais ilustre morador. Mas não o fez por causa das visitas dos ladrões de quintal das vizinhas Vila Guarani e Água Funda, que só ocorreram mais tarde. É que como jornalista dos Diários Associados, Nelson herdara do patrão, Assis Chateaubriand, o hobby de criar pássaros exóticos em um grande viveiro.

Para nós, meninos e primos, a casa ao lado de meus tios era um fascinante minúsculo zoológico onde passávamos horas apreciando o comportamento daquelas aves de diferentes regiões do país e partes do mundo.

Em um final de semana daqueles, estranhamente os adultos nos proibiram adentrar os muros com que Nelson Gato protegia o viveiro, alegando que o jornalista estaria viajando. Por sua atividade, era comum se ausentar durante longos períodos, mas até então sua ausência nunca fora empecilho para o acesso de nossa curiosidade infantil, e o inusitado mistério daquele dia se avolumava nos cochichos e conversas veladas dos adultos, com um ou outro indo e vindo da casa do vizinho.

Ficamos ainda mais confusos e desconfiados da ocorrência de alguma anormalidade, quanto o tio Alberto, até então desaparecido, avisa por cima do muro para outros tios e pais sintonizarem uma das emissoras dos Diários Associados.

Não recordo se Tupi, Difusora, ou Cultura, mas lembro de ouvirmos a voz do Nelson Gato roufenha e cheia de estáticas, como se transmitida de muito distante, por um aparelho de comunicação semelhante aos rádios dos seriados de guerra da TV.

O apresentador das edições extraordinárias, isso que hoje se chama de "âncora", enaltecia a intrepidez do corajoso repórter que se embrenhara nas matas atlânticas do litoral do estado do Paraná, alcançando antes da polícia um perigoso foragido que fora ferido durante a evasão de um cerco policial. E sempre finalizava prometendo para qualquer momento novas revelações do "bandido" e informações exclusivas aos ouvintes da então líder de audiência das rádios paulistanas.

Alguns anos depois Nelson Gato se notabilizou com o livro "O Navio Raul Soares", onde relatava seus dias de cárcere como integrante da primeira leva de prisioneiros trancafiados naquela embarcação pelo golpe de 1º de Abril de 1964.

A propalada moralização da coisa pública pelos ditadores militares jamais aconteceu. Pelo contrário, piorou e muito. Nelson hoje seria um passarinho perto dos gatunos do atual jornalismo brasileiro, mas morreu faz tempo. E também meu tio Alberto, depois de gozar alguns anos de aposentadoria da Polícia Civil de São Paulo, como investigador ou detetive... Não lembro exato.

Também não lembro qual era o nome do ferido de voz embargada pela dor e pelo medo que podíamos distinguir pela transmissão precária das tais edições extraordinárias a se repetir por vários dias, até que, enfim se anunciasse sua captura pelos policiais. Mas não esqueço da revelação indignada de meu pai, pedindo segredo aos demais primos e contando que o tal perigoso facínora já fora apanhado dias antes e era mantido ali na casa do jornalista, onde, sob tortura, o obrigavam a confessar numa simulação de entrevista todos os crimes na época não desvendados pela polícia paulista, como uma exclusividade de jornalismo investigativo e heróico.

A evidente manipulação do caso da menina Isabela me remete a vergonhosa lembrança desse episódio de infância, e a cada vez que a Fátima Bernardes ou o William Bonner anunciam mais uma informação sobre o caso obtida com exclusividade pela Globo, tenho a exata sensação que teria a garotinha caso recobrasse alguma consciência no momento de ser lançada pela janela, e se o pai, conforme os indícios, fosse o autor dessa defenestração.

Assim como Isabela não poderia compreender porque quem lhe deveria proteger a estaria covardemente lançando do sexto andar de um edifício, eu não posso compreender como a polícia, o Ministério Público e o governo federal, permitem que se use de uma concessão que é minha, pois eu sou o público, para me manter pendurado através de mórbida manipulação de meus sentimentos e de minha indignação.

Com muitos menos indícios de autoria de qualquer desvio de conduta ou autoria de ato criminoso, muitos casos já foram considerados finalizados, encerrados. O noticiário a eles se reporta apenas por ocasião de suas comprovações, invariavelmente cometendo o crime de se omitirem quando as conclusões finais são contrárias ao alardeado pelo tal jornalismo de hipóteses, um absurdo inventado por Ali Kamel, diretor da mesma Globo.

De fato, todos os indícios apontados pela perícia apontam à repugnante autoria do pai e da madrasta, mas ainda mais nauseante do que o próprio infanticídio se tornou a exploração da tragédia. Não há dúvidas de que os autores da morte de Isabela serão exemplarmente punidos, mas os gigolôs da emotividade pública continuarão impunemente usando suas páginas e telas para defenestração de nossas consciências e sentimentos ao vazio de qualquer senso de dignidade humana.

Até quando, em nome de uma dúbia e inconsistente liberdade de imprensa, teremos de assistir tal atrocidade acometendo tantas vítimas: nós mesmos, o público brasileiro?

Raul Longo

Pouso da Poesia



Ponta do Sambaqui, 288688051-001 - Floripa/SC

Tel: (048) 3335-0047

domingo, 27 de abril de 2008

Flagrantes do Mercado Público





























Iniciamos uma nova modalidade no Blog do Mercado. Flagrantes do mercado. As fotos são de nossos colaboradores (fotográfos profissionais e amadores). Começamos com as fotos profissionais do Bruxo (Edson Luis). Essas fotos são de 2007 e 2008. Tem muito mais... E de vez em quando estarão no blog. Obrigado pela colaboração Bruxo!