segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Denise de Castro Trio no Empórium Bocaiúva


Bossa, balanço e jazz!

Denise de Castro no teclado e voz, Victor Bub na bateria e Marco Aurélio no trombone apresentam muito jazz, bossa nova e música instrumental brasileira.

No repertório Cole Porter, Gershwin, Miles Davis, Tom Jobim e outros.

Quinta - 01 de outubro, 19:30 hs

Empórium Bocaíuva

Couvert: R$ 5,00

Informações:(48) 3224-1670

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CONCURSO: Vozes da União da Ilha da Magia

A segunda etapa do concurso através de votação popular escolherá cinco finalistas que com o maior número de votos passam para a terceira e decisiva etapa, de onde sairão três vencedores. Os vencedores farão parte da equipe musical da União da Ilha da Magia no carnaval 2010, sendo apoios de voz do intérprete principal.
A votação acontece até a meia-noite deste sábado e o resultado do concurso sairá na segunda-feira.
Concorrem: Alexandre Feijão, Diego Carqueja, Fabioi Schlosser, Joana Cabral, Leticia Petit, Nei Silveira, Sueli Ramos e Victor Fabiano.

Visite o site, assista e vote em seu preferido.
http://www.uniaodailhadamagia.com/

Fonte:
Gringo Starr
Coordenador Musical UIM Carnaval 2010

Orquestra Unisul se apresenta na próxima quarta-feira na UDESC


O projeto da Orquestra de Câmara da Unisul “Concertos nas Comunidades” fará sua penúltima apresentação do ano, no dia 30 de setembro, às 20 horas, no auditório do Ceart, no bloco de música da Udesc. A apresentação é gratuita.
A Orquestra Unisul iniciou sua historia em março deste ano, e sua primeira apresentação foi na cidade de Tubarão. Desde então vem encantando os expectadores por onde passa. Sob a regência do maestro Patrick Cavalheiro, as apresentações visam aproximar a comunidade de Florianópolis à musica erudita. Paixão pela arte musical, além de muito empenho, tem levado o som de violinos, violoncelos, violas e contrabaixos aos mais diversos públicos.
Criar e sustentar um grupo de excelência musical e artística é um desafio, e para atingir seus intentos o projeto conta com o apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet, de incentivo a Cultura. A Orquestra de Câmara Unisul recebe ainda recursos das empresas do setor de geração de energia elétrica Baesa e Enercan.
O objetivo de levar música de qualidade e permitir o acesso de novas platéias tem sido alcançado trazendo o sentimento de realização a todos os integrantes do grupo. Uma orquestra de câmara costuma ter entre oito e 18 músicos, diferente das sinfônicas ou filarmônicas que podem ter mais de uma centena. Sendo a música erudita levada por este tipo de formação, Orquestra, as apresentações ficam mais viáveis para pequenos espaços, nas mais diferentes comunidades.
Cilene Macedo - JP02323
Assessoria de Imprensa SIC – Sistema Integrado de Comunicação
Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina
(48) 3279 1085 (48) 8818 4339

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cinema apresenta curtas na Semana Ousada

Alunos e ex-alunos do curso de Cinema da Unisul apresentam na II Semana Ousada de Artes 2009 os curtas metragem que foram realizados para os TCCs do curso de Cinema e Vídeo. A mostra de curtas metragem tem entrada franca.
Os curtas selecionados para a Semana Ousada contam com a participação de atores/alunos, ex-alunos e professores do Departamento de Artes Cênicas da UDESC. A organização e manutenção do acervo de arte, é responsabilidade da professora da Unisul e Udesc do curso de Cinema, Fátima Costa de Lima com apoio da professora Sandra Meyer da Udesc.
A II Semana Ousada de Artes 2009 é organizada pela Coordenadoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e pela Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e procura apresentar a universidade como fonte de ousadia.
A mostra é gratuita e deu início as apresentações neste dia 21 de setembro, e vai até o dia 26 no Museu da Escola Catarinense (ex- FAED), próximo ao Museu Vitor Meirelles no Centro de Florianópolis.

Programação:

Mostra Infantil de segunda a quinta-feira, as 11h e 16h.
EU SOLDADINHO, ELA BAILARINA - Direção de Adriana Gama
POR CAUSA DE PAPAI NOEL - Direção de Mara Salla
LESTE DO SOL, OESTE DA LUA - Direção de Patrícia Monegatto Lopes
JOÃOZINHO, Bu! - Direção de Rafael Chuck Martins

Mostra Adulto de terça a sexta-feira, as 19h
Terça-feira
NADA MAIS - Direção de Marília Olska
ÁRVORE SOLITÁRIA - Direção de Letícia Friedrich
AFLORA - Direção de Maíra Corrêa Machado
MALABARES - Direção de Mara Salla
Quarta-feira
CRÔNICA DE UMA MORTE INESPERADA - Direção de André Humeres
SOFIA - Direção de Alexandre Franco
CONTRA PELOS - Direção de Danilo Seeman
O CARTEIRO - Direção de Marcos Berghan
Quinta-feira
VELUDO E CACOS DE VIDRO - Direção de Marco Martins
MNÉSIA - Direção de Oscar Júnior
546 - Direção de Rodrigo Ambrósio
DEEP SPACE WORMS - Direção de Richard Valentini
LOREM IPSUM - Direção de Guilherme Thomazi
Sexta–feira
FINAL FELIZ - Direção de Thiago Machado
SANTA - Direção de Marina Scherer
PANDORA - Direção de João Guilherme Soares
QUE CHEIRO DE GRAMA CORTADA NO FRIO - Direção de Heitor Caramez
Fonte:
Cilene Macedo - JP02323
Assessoria de Imprensa SIC – Sistema Integrado de Comunicação
Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina
(48) 3279 1085 (48) 8818 4339

Show Nossos Compositores

Nesta quinta-feira, dia 24, no Bar Armazem Vieira, o show "NOSSOS COMPOSITORES" com o melhor da música produzida em Santa Catarina. Cláudia Barbosa (voz), Denise de Castro (piano e voz), Jorginho Lacerda (baixo) e Victor Bub (percussão) estarão interpretando as músicas de compositores catarinenses como Luiz Meira, Beto Mondadori, Daniel Lucena, Zuvaldo Ribeiro, Tatiana Cobbett e Marcoliva, Nara Lisboa, Álisson Motta, Jorge Coelho, Osvaldo Ferreira de Melo, Aníbal Nunes Pires, Valdir Agostinho, Marcelo Muniz, Neco, Bom Partido, Denise de Castro, Baixinho, Luiz Henrique Rosa e Zininho.
Serviço
Data: 24/09
Horário 21:30 hs
Preço: R$ 5,00
Enereço: Rua Aldo Alves nº 02 - Saco dos Limões - Florianópolis/SC
Tel: (48) 3333 86 87

Honduras: Jornalismo de resistência

Jornalismo de resistência
Por Elaine Tavares - jornalista
22.09.2009 - Nada é mais animador do que acompanhar a cobertura jornalística da Rádio Globo de Honduras nestes dias de golpe de estado. Primeiro porque a equipe chefiada por Don David Romero imediatamente tomou posição: contrária ao golpe. Claramente, sem vacilação. E depois, pela postura jornalística que esta mesma equipe tomou ao longo destes meses. Os jornalistas noticiam dia e noite tudo o que acontece no país. As mobilizações populares, as reuniões, os debates. Eles abrem o microfone para todas as vozes, mesmo as golpistas.

A rádio Globo e toda sua equipe está sendo nestes dias um ponto de apoio para toda a população. As pessoas confiam nos repórteres, ligam dos cantos mais remotos do país, passam informações, chamam seus companheiros para mobilizações. Usam a rádio como um espaço democrático e participativo de união e mobilização. E os jornalistas não se furtam a passar sua opinião sobre os atos dos golpistas.

Hoje, dia 22 de setembro, eram cinco horas da manhã quando o exército hondurenho chegou diante da embaixada brasileira e ali estavam os repórteres da Rádio Globo, relatando tudo. E mais, chamando o povo a sair de casa, a vir para a rua e se manifestar em apoio da legalidade constitucional, que é o retorno de Zelaya ao governo. Para quem vive num país onde a maioria dos jornalistas é cortesã do poder, este é um momento de pura emoção. Os jornalistas hondurenhos, pelo menos os da rádio Globo, estão do lado da maioria das gentes. Eles não ficam protegidos pelo exército golpista. Eles ficam no meio do povo, correndo os mesmos riscos.

Naquelas primeiras horas da manhã, as gentes que vivem longe da capital, congestionavam as linhas da rádio para passar informação. O país inteiro se expressa pelas ondas livres desta emissora que, apesar de privada e pertencer a um liberal, encontrou no seu corpo jornalístico o esteio onde amparar a realidade vista pelos olhos do povo.

Para nós, que somos informados pelo jornalismo entreguista e amorfo das grandes redes do Brasil, ouvir a Rádio Globo de Honduras é quase como sorver o néctar daquilo que devia ser o jornalismo em todos os lugares. Um fazer absolutamente encarnado na vida real, das maiorias, do povo. Um espaço de expressão de todas as vozes e não só de algumas. A equipe de jornalistas da Rádio Globo me enche de orgulho de ser o que sou: jornalista. Alguém comprometido e parcial. Porque não dá para ser neutro diante de um golpe ou diante da destruição da vida das gentes. Que vivam os jornalistas de Honduras, uma categoria que tem o amor e a confiança do povo. Coisa rara e por isso digna de nota.

radioglobohonduras.com

Elaine Tavares
email: eteia@gmx.net
enviado por: comunica.sc@listas.internetlivre.org

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rebelião contra o gratuito total na internet

Rebelião contra o gratuito total na internet

19/09/2009 |
Redação
IHU- FNDC

Os meios de comunicação começam a revisar a sua estratégia e começam a cobrar dos usuários. O Google está disposto a facilitar pequenos pagamentos pelos artigos.

A reportagem é de Miriam Lagoa e está publicada no jornal El País, 11-09-2009. A tradução é do Cepat.

Até o gigante Google, o grande beneficiado pelo modelo da gratuidade para o usuário reinante até hoje, já intui que os conteúdos culturais ou informativos não vão continuar sendo oferecidos de maneira gratuita na internet para sempre. O Google, em conflito com os editores de imprensa por explorar suas notícias, se rende à tendência e prepara ferramentas para facilitar pequenos pagamentos aos meios de comunicação. As indústrias da informação se lançaram na exploração de fórmulas para rentabilizar a sua presença na internet para além da publicidade, até agora a principal e quase única fonte de ingressos. E o cinema ou a música, alentados pelo sucesso de empresas como iTunes, ensaiam novas fórmulas para cobrar por seus produtos enquanto cresce a pressão política contra a troca livre de arquivos na internet.

Pequenos pagamentos por notícias, assinaturas de diferentes níveis, rádios personalizadas ou o pagamento para assistir filmes de alta definição abrem passagem em uma internet que, desde o seu nascimento, foi sinônimo de gratuidade.

Milhões de internautas se acostumaram a acessar artigos, discos ou filmes sem custos. Mas o que muitos usuários consideram um direito, para as indústrias de conteúdos se converteu em um problema econômico e de propriedade intelectual. As empresas que, como os jornais, acreditaram que se abrindo à internet conseguiriam um retorno adequado em forma de publicidade estão dando marcha à ré. Os banners não compensam assim como os velhos anúncios de papel e muitos editores decidiram voltar à cobrança.

Depois dos protestos da indústria cinematográfica e musical, o setor midiático começa a se rebelar contra a gratuidade, em meio à pior crise publicitária de sua história. Rupert Murdoch, proprietário da News Corporation, o maior grupo de mídia, encabeça a manifestação. Em agosto, anunciou que passará a cobrar pelo acesso à versão digital de seus jornais – entre eles, The Wall Street Journal, The Times e The Sun – a partir de 2010. “A revolução digital abriu muitos canais de distribuição novos e baratos, mas isso não converte o conteúdo que transmitem gratuitamente”, assegurou. O magnata australiano argumenta que a qualidade não é barata e “uma indústria que presenteia o seu produto está canibalizando a sua capacidade de fazer um bom jornalismo”. Murdoch já teve reuniões com seus principais colegas, entre eles The New York Times, para criar um grande consórcio que imporia o pagamento pela leitura de seus conteúdos digitais.

Outras vozes do setor vão na mesma linha e como sustenta o editor do Financial Times, Lionell Barber, “nos próximos 12 meses a maior parte das organizações de notícias estará cobrando por seus conteúdos”. L. Gordon Crovitz, fundador do Journalism Online, assegurava em uma entrevista ao El País que os acessos gratuitos à informação na internet estão com os dias contados – “o modelo de negócio atual de acesso livre ao conteúdo na internet claramente não funciona” – e apostava em um misto: “No futuro será uma combinação de modelos pagos e gratuitos. Os consumidores pagarão diretamente e também haverá modelos em que os distribuidores de diferentes naturezas, como os livros digitais, pagarão royalties”.

Os últimos movimentos apontam neste sentido. Seguindo o exemplo de Murdoch, The Economist, a revista financeira mais prestigiada do mundo, acaba de anunciar que fechará a sua web e deixará de oferecer notícias gratuitas, como vinha fazendo desde setembro de 2006. Em seis meses, organizarão um novo modelo que pode estar baseado em pequenos pagamentos.

O jornal francês Libération, que desde a sua ideologia de esquerda se caracterizou pela defesa do “tudo gratuito”, também cedeu pelo mau momento financeiro que atravessa. Desde ontem [dia 10 de setembro], passou a restringir uma parte de sua edição eletrônica aos assinantes, mediante dois tipos de pagamentos. O básico – Essentiel, a seis euros mensais – que permite acessar o conteúdo do jornal de papel em formato PDF, os arquivos dos últimos 15 anos e outros serviços; o Première, a 12 euros, dá acesso à edição à medida que vão se fechando as páginas no jornal.

O caso do Libération não é isolado na França. O Le Monde tem uma edição digital especial para assinantes – também a seis euros mensais –, assim como o Le Parisien (oito euros) e o jornal econômico Les Échos (15 euros), ao passo que o Le Figaro e a revista L’Express também preparam edições eletrônicas de pagamento.

Na outra frente está o Google. A empresa do buscador é o primeiro e, em muitos casos, o único beneficiário dessa revolução do gratuito total. Seus custos por agregar conteúdos são quase nulos, e alimenta seu negócio publicitário (Adsense e Adwords). O anúncio, em maio passado, de que o Google acrescentará publicidade ao seu agregador de notícias, o Google News, levantou as iras tanto das associações de editores europeus e norte-americanos, que acusaram a multinacional de lucrar com o trabalho alheio e sem sua permissão.

O Google não tem interesse no confronto direto com a imprensa mundial. Por isso, iniciou nos últimos meses um movimento de aproximação. A empresa poderia estar preparando um sistema de pagamento on-line que permitirá aos jornais cobrarem dos seus leitores pelo acesso aos seus artigos, segundo assinalou o centro de reflexão sobre os meios de comunicação da Universidade de Harvard. O Google teria apresentado o projeto à Associação de Jornais dos Estados Unidos (Newspaper Association of America), depois que a companhia fora requerida sobre a viabilidade do sistema. Na apresentação de seu projeto enviado à NAA, o Google vaticina que “a publicidade seguirá sendo provavelmente a fonte de ingressos mais importante das empresas de meios de informação”, mas que “fazer os usuários pagarem poderá proporcionar um suplemento de ingressos nada desprezível”.

Outro setor que já sofreu uma profunda transformação foi a indústria musical. Depois de apresentar numerosas demandas contra portais e programas que facilitavam as descargas gratuitas, começou a consolidar estratégias adaptadas para conciliar as possibilidades que a internet oferece e com a rentabilidade econômica, depois de anos em que a descarga gratuita de música fez os fundamentos do setor discográfico cambalear. Páginas de venda de música pela internet como Amazon e iTunes, que inclusive superaram em vendas a cadeia de lojas Wall Mart, experimentaram um crescimento notável e deram lugar a novas modalidades de venda, distribuição e consumo de conteúdos musicais que impulsionam as discográficas a reformularem as suas estratégias comerciais. Depois da queda das vendas de CDs nas lojas, a tendência dominante é a contribuição de serviços adicionais e a fragmentação de conteúdos: as vendas de músicas soltas se impõem às vendas de álbuns completos. A compra em lojas virtuais se impõe à venda física de CDs.

Ao longo de 2008, foram comercializados 1.4 bilhão de objetos pela rede, 24% mais que em 2007. Em 2009, o crescimento foi espetacular. Há dois anos a venda de música na internet representava apenas 20% de todo o mercado. Um estudo da prestigiosa consultora NPD indica que as vendas de músicas pelos portais como iTunes ou AmazonMP3 ultrapassarão as dos compactos em 2010.

Mas o mercado não deixa de evoluir e as descargas deram lugar ao streaming, a reprodução de conteúdos na web sem necessidade de descarga. O sucesso de serviços de reprodução on-line como Last FM, Yes.fm ou a sueca Spotify revolucionaram o mercado e fizeram com que o streaming se consolidasse como a opção preferida dos consumidores. A Spotify é uma rádio adaptada à internet, que nasceu do acordo entre seus criadores e as grandes indústrias discográficas. Oferece uma modalidade gratuita, com breves cunhas publicitárias, que inclui uma ampla biblioteca musical e permite ao usuário confeccionar listas com seus temas preferidos. Conta também com uma opção de pagamento sem publicidade e uma coleção mais extensa de músicas. “Os jovens pensam no YouTube e no MySpace como os lugares onde ouvir música, e os novos dispositivos são capazes de oferecer acesso a lugares como Pandora ou Last.fm, que funcionam como rádios personalizadas”, assegurava Eliot Van Burskik, do Wired.

Outra das últimas iniciativas surgidas no setor nos últimos meses foi aquela apresentada Virgin Media, que planeja um serviço de descargas que “pelo preço de alguns discos por mês” permite ao usuário acessar todo o catálogo disponível, sem nenhum tipo de limite. Os temas oferecidos pela empresa do magnata Richard Branson, que selou um acordo com o maior provedor de música no mundo, a Universal, não estarão protegidos com DRM (Digital Rights Management), sistema anticópia.

O sucesso destas iniciativas, inclusive entre uma audiência que estava se acostumando a não pagar para ter as últimas novidades antes que chegassem ao mercado, parece que marcará a pauta do futuro da indústria, e não apenas a discográfica. Daniel Ek, fundador da Spotify, garante que esse futuro está “no acesso não na propriedade”. “No futuro, será igual para os consumidores ter ou descarregar músicas. O que querem é ter acesso a elas”.

As empresas discográficas estão há anos ensaiando os sistemas de pagamento mas há outros setores que se mostraram menos ativos. A indústria audiovisual observa como as redes P2P, como Torrent ou Emule, o streaming e as descargas diretas, proporcionadas por páginas como Rapidshare ou Megaupload, são cada vez mais utilizadas. As descargas por esta via se multiplicaram pelo segundo ano consecutivo, segundo um relatório publicado pelo Big Champagne.

O setor cinematográfico não quer ficar atrás e nas últimas semanas tornou-se pública a aliança entre Paramount, Lions Gate e Metro Goldwyn Mayer para lançar o mercado Epix, um serviço de filmes de alta definição em streaming que oferecia as últimas estreias de cinema por assinatura em um passo a mais da integração do cinema na rede. O sistema será comercializado ao mesmo tempo que o pay-per-view e antes que a edição em DVD. Na Espanha, começam a surgir os primeiros projetos de pagamento similares, como o Filmotech.

O YouTube, o portal gratuito que revolucionou a forma de ver vídeos na rede, também ensaia fórmulas de pagamento e negocia com alguns dos grandes estúdios de Hollywood a distribuição de filmes sob a fórmula de aluguel similar à que já emprega o iTunes, a um preço de 3,99 dólares, segundo The Wall Street Journal.

O fenômeno não é alheio às tentativas de frear as descargas gratuitas. O Reino Unido aventou a possibilidade de cortar a conexão aos usuários que descarregam conteúdos protegidos com copyright e a França, depois de intensos debates no Parlamento, aprovou uma lei para impor multas de entre 1.500 e 3.500 euros aos usuários. Na Espanha, onde a descarga de arquivos através de programas P2P não é considerada crime, qualquer medida deve surgir do acordo entre operadores, indústria cultural e Governo, até agora sem resultados. Em vez de esperar, os provedores de conteúdos já estão mudando o passo.