quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cala a boca Galvão vira fenômeno viral no Twitter






Após estourar na lista de Trending Topics (assuntos mais populares) do Twitter na quinta-feira, o viral “Cala boca, Galvão!” ganhou nesta sexta versões bem-humoradas. A partir da hashtag (marcação de tema) #CALA BOCA GALVAO, circula uma imagem (acima) e um post (abaixo) que “esclarecem”, em inglês, o significado do bordão que pede que o locutor principal da TV Globo na Copa do Mundo da África do Sul fale menos… bobagem.

O post diz: ”GALVÃO é um pássaro muito raro no Brasil. CALA A BOCA significa SALVE, (sic) os brasileiros estão muito tristes porque muitos GALVÃOS morrem a cada dia”. O texto aplicado sobre a imagens completa a piada: “Ajude-nos a salvar os pássaros (da espécie) galvão”, emendando que cada tweet sobre o tema é convertido em doação no valor de dez centavos de dólar para a Fundação Pássaros Galvão.

Tudo pura brincadeira, é claro, embora conte até com logotipos oficiais do governo federal. A imagem está postada no aplicativo de fotos Twitpic, mas não tem links para qualquer outra página.

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Os mais de 9 milhões de brasileiros cadastrados no Twitter já demonstraram, nesta quinta-feira, insatisfações contra Galvão Bueno. Durante a abertura da Copa do Mundo, na África do Sul, o narrador da Rede Globo foi alvo de críticas na rede de mensagens de até 140 caracteres.

A expressão “Cala boca, Galvão!” alcançou o primeiro posto dos tópicos mais produzidos no site em todo o mundo – mostrando certo descontentamento dos usuários da rede ao desempenho do jornalista na cerimônia da abertura do Mundial.
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http://veja.abril.com.br/blog/vida-em-rede/twitter/cala-boca-galvao-ganha-versoes-bem-humoradas/

Além de aparecer na Globo ao vivo (veja foto das faixas)o tema está bombando nas mídias sociais e em toda a web.

Veja o interessante texto do jornalista Rodrigo Viana sobre o assunto
http://www.rodrigovianna.com.br/

terça-feira, 22 de junho de 2010

Festa do Divino - Prainha



A Corda em Si pelo Estado!

O Grupo Musical A Corda em Si, de Florianópolis, apresentará o seu Show O Som do Vazio em 21 cidades Catarinenses entre os meses de Junho e Julho deste ano.
As apresentações fazem parte da programação do Circuito SESC de Música 2010, tendo o Grupo sido indicado após apresentação no Panorama de Música promovido pelo SESC de Florianópolis, ficando em primeiro lugar entre os selecionados para a turnê estadual.
O Grupo Musical A Corda em Si é formado por Mateus Costa e Fernanda Rosa, trazendo releituras de canções brasileiras sob a perspectiva de uma instrumentação bastante reduzida - Contrabaixo Acústico e Voz. As músicas são apresentadas a partir de arranjos elaborados, que fazem parte de uma proposta de trabalho com o conceito do Vazio, ou do Vazado. Essa mesma proposta é perceptível em outros aspectos que compõem o Show, como os figurinos, a iluminação, o cenário e as participações especiais.

O Som do Vazio - para ver, ouvir e sentir.
Seguem as cidades e datas do Show:
Data – Cidade – Local – Horário
JUNHO
18 – Joinville – Teatro SESC Joinville – 20h
19 – São Bento do Sul – Auditório da escola de música Ronald Ritzmann – 20h
20 – São Francisco do Sul – cine teatro 10 de novembro – 20 h
21 – Jaraguá do Sul - Teatro SESC Jaraguá do Sul – 20h
22 – Blumenau - Fundação Cultural de Blumenau – 20h
24 – Brusque – Anfiteatro da Unifebe - 20h
25 – Itajaí – Conservatório de Música Popular de Itajaí – 20h
26 – Laguna – Clube União Operária - 20h
27 – Tubarão – Espaço Integrado de Artes da UNISUL - 20h
28 – Criciúma - Teatro Sesc Criciúma – 19:30h
30 – Pousada – Pousada Rural de Lages – 20h
JULHO
01 – Lages - Teatro Sesc Lages – 20h
02 – Joaçaba - Teatro Alfredo Sigwald – 20h
03 – Concórdia - Teatro Maria Luiza de Matos – 18h
04 – Chapecó - Teatro Sesc Chapecó – 20h
05 – Maravilha - Auditório da Amerios - 20h
06 – São Miguel – Auditório do Colégio Jesus Maria José - 20h
07 – Xanxerê – Auditório do Costa e Silva – 20h
09 – Rio do Sul – Auditório Colégio Dom Bosco – 19h
10 – São José – Casa de Cultura de São José – 19h30
11 – Florianópolis – Teatro SESC Prainha – 20h

Mais informações nos endereços:
www.acordaemsi.wordpress.com
www.myspace.com/acordaemsi

Grupo Musical A Corda em Si - Contrabaixo e Voz
www.myspace.com/acordaemsi
www.acordaemsi.wordpress.com
(48) 9113 7717 - Mateus Costa
(48) 8442 4855 - Dimi Camorlinga

segunda-feira, 21 de junho de 2010

9 forró do Rala Coxa de Sambaqui

Software livre: você tem medo do quê?

Marcelo Andrade*
Correio Braziliense/FNDC

Aceite. Não adianta mais fugir, tapar o sol com peneira. O software livre foi chegando devagar e, hoje, está instalado em muitos computadores dos servidores em órgãos públicos, das empresas privadas e, inclusive, nas residências. E com essa “popularidade” não é de se estranhar que as provas de concurso público usem, cada vez mais, esse assunto em suas questões. Tenha coragem e encare os fatos: breve, você será obrigado a usar um software livre, seja ele BrOffice ou Linux. Então, deixe de lado o preconceito e a preguiça: comece a se preparar imediatamente para provas e para a vida.

Writer, Calc e Impress, softwares do pacote de escritório BrOffice.org, já são usados com frequência para edição de textos, planilhas e apresentações de slides, rodando sobre a plataforma Windows, onde podem ser instalados sem nenhuma dificuldade, mesmo se o usuário já possui seus equivalentes funcionais Word, Excel e Power Point, de qualquer versão, disponíveis. É com certa tranquilidade que você irá encarar o BrOffice, pois sua interface gráfica, recursos, menus e botões são semelhantes aos do concorrente licenciado. Claro que existem grandes diferenças, mas você consegue descobri-las aos poucos, não são muitas. Até este momento, o software livre não assusta nem um pouco. Difícil mesmo é mudar de sistema operacional — trocar o seu habitual Windows por uma distribuição qualquer do Linux mete medo.

Não entre em pânico. Se as suas mãos ficam frias só de pensar em instalar e usar um sistema operacional diferente no seu computador, siga este meu conselho: respire fundo. Mais calmo? Acesse o site ubuntu-br.org/download, clique em Baixar Ubuntu – Download Direto e salve o arquivo no seu computador. Agora baixe e instale um programa para criar um CD especial deste endereço: www.baixaki.com.br/download/cdburnerxp.htm. Execute-o, clique duas vezes em Gravar imagem ISO, aponte para o grande arquivo .iso baixado e grave um CD. Reinicie o computador com o CD na leitora e peça para Testar o Ubuntu, quando solicitado. Você pode experimentá-lo sem a necessidade de modificar absolutamente nada no seu computador. Se conseguiu chegar até aqui, parabéns. Agora o Linux é seu amigo e vocês estão prontos para manter um relacionamento profundo. Clique por todos os lados, abra o Gerenciador de Arquivos e todos os programas que encontrar pela frente. Em especial, use o Terminal. Lembra do MS-DOS? Você gostaria de esquecê-lo pra sempre, mas as questões teimam em usar comandos na forma de texto. É preciso guardar o que cada um faz... alguns, ao menos.

Aí vai outra dica: faça todas as questões que puder. As bancas se repetem com muita frequência. Para conseguir resumos teóricos de Linux (com uma lista de comandos e diretórios, inclusive, para seu treino) e uma grande quantidade de questões, acesse o endereço br.groups.yahoo.com/group/marrrceloandrade.

Abra o seu coração. Aceite o diferente. O software livre é seu amigo. Conheça, admire, use, distribua. Persevere e seja feliz.

*Marcelo Andrade é professor de informática do IMP Cursos

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago

Pego emprestado a homenagem da amiga e escritora Blumenauense Urba Klueger e reproduzo aqui o e-mail que recebi dela com o texto do Saramago.
Marcio Vieira

Amigos:
Acaba de falecer na manhã desta sexta-feira, dia 18 de junho de 2010, o escritor José Saramago. Acho que não há nada que eu possa fazer para homenageá-lo além de lhes repassar essa maravilha de discurso abaixo, que ele disse ao receber o Prêmio Nobel de Literatura.
Muito sentida,
Urda Alice Klueger
BRASIL

Discurso na Academia Sueca
(ao receber o Prêmio Nobel de Literatura)
José Saramago

O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. As quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo.

Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom caráter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável.

Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que acionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para toda as pessoas da casa, a figueira.

Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz noturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia. Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.

Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranqüilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza".

Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver.

Baiacu de Alguém na Copa do Mundo 2010




Neste domingo tem Baiacu na Copa!