sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Praça Bento Silvério recebe projeto Palco Aberto neste domingo



Com apresentação gratuita de malabares, mágica e palhaçaria, entre outras atrações, o Palco Aberto Circula Circo se instala neste domingo (17), a partir das 17h, na Praça Bento Silvério, na Lagoa da Conceição.  Promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Franklin Cascaes, a ação integra o Projeto Território das Artes, que propõe a ocupação artística de espaços públicos da cidade.
Realizado em parceria com grupos e artistas independentes ligados ao Circo em Florianópolis, o Palco Aberto contempla ações continuadas com espetáculos circenses em praças e parques, estimulando a formação de plateia em locais com circulação de pessoas. O evento abrange variadas atividades ao ar livre, tais como malabares, mágica, música, acrobacia, teatro cômico e palhaços. Ao final das apresentações, o palco permanece aberto à participação de outros artistas.
Além da Praça Bento Silvério, na Lagoa da Conceição, o projeto será apresentado ainda no Parque de Coqueiros, no dia 1º de dezembro, às 10 horas. O objetivo é criar uma tradição de ações artísticas nesses espaços, contribuindo para promover o convívio social na comunidade, divulgar o trabalho de artistas da cidade e movimentar a economia local.

Serviço:

O Quê: Território das Artes / Palco Aberto Circula Circo
Quando: domingo (17/11)
Onde: Praça Bento Silvério, na Lagoa da Conceição – 17h
Quanto: gratuito
OBS: em caso de chuva o evento será transferido para outra data


O Quê: Território das Artes / Palco Aberto Circula Circo
Quando: domingo (1º/12)
Onde: Parque de Coqueiros – 10h
Quanto: gratuito
OBS: em caso de chuva o evento será transferido para outra data
Palco Aberto na Armação - Foto de Gueko Moraes.jpg

domingo, 27 de outubro de 2013

Democratização da comunicação: Argentina 4 x 0 Brasil


Escrito por: Pedro Ekman 
Fonte: Blog Intervozes na Carta Capital

Desde a aprovação da lei de meios, foram instaladas, na Argentina, 152 rádios em escolas de primeiro e segundo graus, 45 TVs e 53 rádios FM universitárias. Os números mostram o resultado da garantia do direito à comunicação.

A Argentina comemorou 4 anos de vida da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual 26.522, popularmente conhecida como lei de meios, no dia 10 de outubro. Os resultados produzidos pela lei construída para democratizar a comunicação no país saltam aos olhos, mesmo que o monopólio siga com todos os esforços para interditar a aplicação integral da regra.
O Grupo Clarín se recusa a cumprir o artigo 161 e mantém uma batalha judicial para que não seja obrigado a compartilhar o espaço que ocupa no sistema de comunicações com outras vozes. O artigo é um dos principais instrumentos de desconcentração da propriedade dos meios e de promoção da diversidade e da pluralidade, pois define que cada grupo deve ter, no máximo, 24 licenças de TV a cabo e 10 licenças de serviços abertos (TV aberta, rádios AM e FM). Estabelece, ainda, que aqueles que excederem esse limite devem apresentar um plano de adequação devolvendo as licenças que tiver em excesso para que todos possam ter o direito a ocupar esse espaço que, afinal de contas, é público.
O Clarín possui nada menos que 240 licenças de TV a cabo, 9 de rádios AM, 1 de FM e 4 de TV aberta. Depois de ter vista a falência da estratégia de chamar a lei de meios de “lei mordaça”, dado o amplo apoio popular ao instrumento multiplicador de vozes, o grupo monopólico se resignou a defender que tinha direito de ficar com todas as licenças, mesmo que isso não fosse o mais democrático. O Clarín agora reivindica abertamente o direito de ter o monopólio que adquiriu ao longo da história, porém a história agora é outra.
Mesmo com boa parte do espectro radiodifusor nas mãos do monopólio, a lei já criou um ambiente com uma diversidade de vozes que faz inveja a países como o Brasil. Os números do que já foi feito em 4 anos dão a dimensão da mudança. Desde a aprovação da lei de meios, foram instaladas, na Argentina, 152 rádios em escolas de primeiro e segundo graus, 45 TVs e 53 rádios FM universitárias. Se, no Brasil, os povos originários lutam para não perder direitos constitucionais, no país vizinho eles já passaram a ter o seu primeiro canal na TV aberta e 33 canais de rádio. A posse de meios de comunicação por parte desses povos era proibida antes da nova lei entrar em vigor.
Além de distribuir o espaço de forma mais equilibrada e plural, a lei de meios também começa a transformar radicalmente a economia setor. Mais de 65% do país está coberto por cooperativas de operadoras de TV a cabo e a distribuição gratuita de 1 milhão e duzentos mil codificadores digitais já possibilita a cobertura de 82,5% do território com TV digital aberta. Mais de 4.200 horas de conteúdos e 900 séries de ficção foram produzidas com fomento federal e distribuídas em mais de 30 canais nacionais e estaduais. A Argentina agora conta com 9 polos de produção audiovisual e 100.000 novos postos de trabalho no setor.
Centenas de comunicadores também surgiram nos últimos 4 anos. E para comemorar a política pública que tem tornado efetivo o direito à comunicação e transformado milhões de consumidores em comunicadores ativos não se restringiu a um tradicional ato público, eles foram reunidos no Primeiro Encontro de Comunicação dos Territórios. Nele, compartilharam experiências que estão sendo construídas do extremo norte do país à Patagônia, não mais apenas na cidade de Buenos Aires. O evento aconteceu na antiga Escola de Guerra Naval, hoje transformada no Espaço da Memória e de Defesa dos Direito Humanos. Não há como descrever a emoção de ver os corredores onde 5.000 pessoas foram torturadas, mortas e desaparecidas pela ditadura tomados por pessoas que comemoravam a vitória da democracia. Some-se a isso o fato do espaço não se dedicar apenas à memória, mas também à defesa dos direitos humanos, o que faz dele um espaço vivo que abriga, além do Arquivo Nacional da Memória a Universidade da Madres de Mayo, a produção de um dos canais de TV Públicos e diversas outras estruturas de organizações de ativistas defensores de direitos humanos.
A mesa que abriu os trabalhos estava composta pelo Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério do Trabalho Emprego e Seguridade Social, Ministério de Relações Exteriores, Comissão Nacional de Comunicação e Autoridade de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA) e pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA). A composição nos dá a dimensão do que é trabalhar os diretos humanos como uma política de Estado e não apenas como uma pasta secundária. O INTA é o instituto equivalente à EMBRAPA no Brasil. Se levarmos em conta que foi o INTA o setor que mais mobilizou comunicadores para o evento, conseguiremos entender o que de fato significa construir políticas públicas que considerem a comunicação como direito e não como um negócio comercial. Um país que assume essa postura permite que se torne uma ferramenta importante não apenas para jornalistas e produtores audiovisuais, mas também para camponeses, povos originários e cidadãos.
Pedro Ekman é integrante da Coordenação Executiva do Intervozes

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Maria Helena e Banda no Café da Corte


Sambas Clássicos e Imortais com Maria Helena e banda.
Sexta-feira, dia 25 de Outubro, a partir das 21:30 hs.
Ingresso R$ 10,00
Reservas 3037-2125
http://cafedacorte1.entregadeemails.com/messageimages/11153155049653135/132700029192802100/p1010303_montagem__logo_menor(2).jpg
Rua Bocaiúva, 1.761 – Centro – Florianópolis – SC.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Bossa, balanço e jazz com Denise de Castro no Emporium

Bossa, balanço e jazz
Denise de Castro no teclado e voz, Martin B na bateria e Marco Aurélio no trombone, apresentam muito jazz, bossa nova e música instrumental brasileira.
Os arranjos exclusivos valorizam a performance de cada músico, no repertório Cole Porter, Gershwin, Miles Davis, Tom Jobim, João Donato e outros.
Sábado ,26 de outubro,12:30hs
Emporium Bocaíuva
Rua Bocaiúva 1901-centro Florianópolis
Couvert: R$ 5,00
Informações: 3224-1670



Gafieira no Lira com o Grupo Portal do Choro nesta sexta



Nesta sexta, dia 25/10  terá Gafieira no Lira Tênis Clube com o Grupo Portal do Choro. Será no Salão Cristal, agora reformado e com isolamento acústico.

A música começa as 22h e vai até a 1h da matina.
Para não sócios o ingresso será R$ 15,00. Sócios não pagam.
Além de bebidas servem também petiscos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Exposição Fragmentos de um Noturno propõe diálogo com a música

        
         Quando ouviu pela primeira vez a música ‘Noturno’, do pianista Alberto Heller, em 2008, o artista visual Paulo Gaiad encontrou na melodia a inspiração para iniciar um novo projeto, interrompido recentemente por problemas de saúde. Nesta quarta-feira (23), Gaiad apresenta ao público a exposição inédita Fragmentos de um Noturno, marcando também seu retorno ao cenário das artes na Capital. A mostra será aberta às 19h, na Galeria Municipal Pedro Paulo Vecchietti, seguida de uma conversa com o artista.
         Fazendo referência ao corpo de um piano, desfeito e reinventado, a exposição propõe uma interação das artes visuais com a música. Fragmentos de um Noturno são compostos de pasta partitura, notas perdidas, oitavas fugidias e porta-fragmentos. A mostra reúne 25 peças que misturam pedaços manuscritos da partitura musical em colagens com papelão, madeira e chapas de metal, que trazem representações de fragmentos de imagem interior e exterior, fragmentos de corpos, e fragmentos simbólicos.  A exposição na Galeria Vecchietti pode ser visitada até dia 6 de dezembro, gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h.
         Memória, tempo, perda, dor e movimento são temas recorrentes na obra de Paulo Gaiad, mas em todos os trabalhos, segundo o artista, é a emoção que direciona o processo criativo. “Quando eu ouvi essa música (Noturno), fiquei muito tocado. Aquilo foi me envolvendo de tal forma que não consegui dormir direito enquanto não comecei esse projeto”, explica.
         A exposição Fragmentos de um Noturno tem um significado especial para o artista. No início de 2013, ele perdeu quase todos os movimentos do corpo e a capacidade de se comunicar, resultado de um grave problema neurológico. Com tratamento médico e, posteriormente, a retomada do trabalho de criação, Paulo Gaiad vem se recuperando rapidamente. “Esse é um momento muito especial para mim porque marca a retomada da minha vida”, avalia o artista, que concretiza o projeto iniciado há cinco anos e expõe pela primeira vez na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti.

Artista premiado

         Natural de Piracicaba (SP), Paulo Gaiad vive e trabalha em Florianópolis desde a década de 1980. Estudou Arquitetura na Universidade de Brasília e foi colaborador do arquiteto Vilanova Artigas, em São Paulo, onde passou a frequentar o atelier livre de modelo vivo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
         Radicado em Florianópolis desde 1981, Gaiad conquistou o prêmio Cubo de Prata por equipe na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires (1989). Na sequência, obteve outras premiações importantes no 47º Salão Paranaense do Museu de Arte de Curitiba (1990) e o prêmio do 1º Salão do Mar de Antonina, no Paraná (1991).

Em 1994, foi contemplado com bolsa no projeto ‘Multiplicadores Culturais’, do Instituto Goethe, viajando para a Alemanha, onde realizou exposição individual. Outras premiações recebidas foram o prêmio Cultura Viva (1997) e prêmio do VI Salão Victor Meirelles (1998). Em 2004, como premiação no 5º Salão de Arte Graciosa, de Curitiba, ganhou uma viagem a Paris.
O artista foi ainda tema do vídeo ‘Paulo Gaiad, matéria da Consciência’ (1996), produzido pela Universidade do Estado de Santa Catarina; do vídeo ‘O Museu e a Escola’, produzido pelo Museu de Arte de Santa Catarina/Fundação Vitae (2001); e do vídeo Paulo Gaiad – Projeto Artistas Visuais Catarinenses, editado pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002).
         De 2006 a 2010, Paulo Gaiad realizou diversas exposições individuais e coletivas em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além de fazer residências artísticas na França, Espanha,  Holanda e Macedônia. Em 2010, participou do Ohrid Summer Festival, Ohrid, na Macedônia.

O Quê: Exposição Fragmentos de um Noturno
              Paulo Renato Gaiad

Quando: quarta-feira (23) - 19h / Abertura
               Conversa com o artista – 19h30
               Visitação até 6 de dezembro
                Segunda a sexta-feira – 13h às 19h

Onde: Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti
           Praça 15 de Novembro, 180 – Centro
           (Esquina com Rua Tiradentes)

Quanto: gratuito

Agenda Musical do Bar Açores em Santo Antônio de Lisboa: só música boa!

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