quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Rancho do Neco no Clube Avante


Café da Corte apresenta: Maria Helena e Convidados

27/01/2012 (Sexta-Feira) - SAMBA - das 21 às 24 hs

01/02/2012 (Quarta-Feira) - SERESTA - das 21 às 24 hs

03/02/2012 (Sexta-Feira) - SAMBA - das 21 às 24 hs

Em todas as noites musicais a entrada será de R$ 10,00.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Entardecer cultural : pré- carnaval popular em Tijucas

FLORIPA FLASH MOB PROCURA COM URGÊNCIA CANTORES E CANTORAS

Ivonita Di Concilio (idiconcilio@gmail.com) :

Márcio,
Por favor, coloca no teu blog que estou formando um grande grupo vocal para um projeto inédito, na Grande Florianópolis, com local de ensaios muito acessível e apresentações ainda no mês de janeiro. Estamos precisando, ainda, de mais vozes masculinas para podermos dar início efetivo às apresentações, nestes termos:


FLORIPA FLASH MOB

PROCURO COM URGÊNCIA

CANTORES E CANTORAS

PROJETO ESPECIAL A SER LEVADO A EFEITO, INICIALMENTE, EM FLORIANÓPOLIS.

CONTATO:
IVONITA DI CONCILIO
FONE:48- 91221469

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Orquestra Escola de Florianópolis faz apresentação musical no Chile



Alunos e professores do projeto Orquestra Escola, da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), participam do 15º Encontro Internacional de Jovens Músicos, que acontece de 11 a 21 de janeiro, dentro da programação de verão no Chile. O grupo catarinense se apresenta na abertura do evento, com músicos de diversas cidades chilenas e integrantes da Orquestra Colégio Louis Pasteur de Santiago e da Illawarra Orquestra Juvenil nesta quinta-feira (12/11), às 20h, no Teatro Municipal de Viña Del Mar.

O concerto contará com a presença da prefeita de Viña Del Mar, Virginia Reginato, e da superintendente da Fundação Franklin Cascaes em exercício, Roseli Pereira, que está acompanhando o início das atividades de intercâmbio cultural dos músicos catarinenses naquele país. “É para Viña del Mar uma alegria fazer parte deste importante evento musical que reúne o melhor das crianças e jovens talentos”, destaca o site oficial do município chileno.



Intercâmbio cultural



O 15º Encontro Internacional de Jovens Músicos reúne crianças e jovens de sete a 17 anos de orquestras sul-americanas para aulas instrumentais em conjunto, oficinas de naipes, palestras, além de concertos individuais e coletivos. O intercâmbio cultural com o Chile existe desde 2006 com o objetivo de promover o aperfeiçoamento de metodologias e o incentivo educacional. “Mais da metade do grupo está viajando pela primeira vez. O Chile é uma referência na área de música e essa interação é muito importante porque contribui para a motivação e o aprendizado dos alunos”, justifica o maestro Carlos Alberto Angioletti Vieira, que há 29 anos participa de eventos de intercâmbio musical.

Promovido pelo Centro Cultural de Jovens Violinistas, o encontro visa incentivar a difusão da cultura por meio da música, contribuindo para a formação e fomento da arte e para o desenvolvimento do turismo no Chile. Além da participação na programação oficial, a delegação de Florianópolis fará apresentações em espaços culturais da cidade, como praças, igrejas e shoppings, em Viña Del Mar, Santiago e Valparaíso, cidade declarada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. O retorno à capital catarinense está programado para dia 22 de janeiro.

Criada em 2006, a Orquestra Escola da Fundação Franklin Cascaes promove a inclusão social de crianças e adolescentes através da música, atendendo atualmente cerca de 200 alunos em oficinas ministradas no Forte Santa Bárbara, sede administrativa da FCFFC. Realizado gratuitamente, o projeto conta com o patrocínio da Tractebel Energia S.A., por intermédio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), e tem supervisão técnica do maestro Carlos Vieira, regente da Orquestra Sinfônica de Florianópolis.

Dieve Oehme
Assessoria de Comunicação FCFFC

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Flagrantes do Badauê de fim de ano da turma do Mercado Público de Floripa

Flagrantes do Badauê de fim de ano da turma do Mercado Público de Floripa. Como sempre, muito bem organizado pelo Senador Kiko (Henrique Ortiga do Senadinho do Mercado). Esse ano foi na sede da AABB de Coqueiros. A festa foi perfeita! Como o Kiko diz: "show de bola!"
As fotos enviadas pelo organizador são de autoria dos fotógrafos: Paulo, Halem, Sergio, Silvinha e alguns outros.
Mais fotos podem ser vistas nos links:

badauê do Mercado

badaue 2011















Abertas inscrições para projetos de arte-educação em 2012 na Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes

A Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC) está recebendo propostas para as atividades do projeto Oficinas de Arte-Educação nas Comunidades – edição 2012. Artistas, artesãos e arte-educadores interessados em participar da seleção pública podem se inscrever até 10 de fevereiro, das 14h às 18h, na sede da FCFFC, no Forte Santa Bárbara. Ao todo, serão escolhidas 45 oficinas nas áreas de música, dança, artes visuais, teatro, artesanato, cultura popular e arte circense. As inscrições são gratuitas.

Cada candidato pode apresentar somente uma proposta de trabalho, elaborada conforme modelo disponibilizado no site da Fundação Franklin Cascaes (http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/franklincascaes). Juntamente com o projeto, o interessado deve anexar a documentação exigida no item 3 do edital, sob pena de desclassificação das propostas que não atendam às especificações do regulamento.



Seleção dos projetos



Os projetos inscritos para realização em 2012 serão analisados por uma comissão de seleção nomeada pela FCFFC, que vai avaliar a experiência artística do proponente, mediante apresentação do currículo. Também será considerada a qualidade educativa e artística das atividades sugeridas; originalidade, qualidade técnica e contemporaneidade da proposta; contribuição ao enriquecimento sócio-cultural dos alunos; e atratividade do tema.

Os selecionados receberão R$ 3.900,00 parcelados ao longo da execução do projeto, que terá duração de seis meses, com carga horária mensal de 20 horas. O material para as atividades será fornecido pela Fundação Franklin Cascaes, a partir da lista entregue pelo oficineiro durante a fase de inscrição.

Criado em 1995, o projeto Oficinas de Arte-Educação nas Comunidades tem como objetivo reforçar a auto-estima dos participantes, proporcionando oportunidades de geração de emprego e renda, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e para o convívio em comunidade. As oficinas são realizadas em parceria com associações, escolas municipais e estaduais, conselhos comunitários, igrejas e centros culturais, incluindo as unidades sob responsabilidade da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), como o Teatro da UBRO, Centro Cultural Bento Silvério – Casarão da Lagoa e Casa das Máquinas.





Serviço:



O Quê: Seleção de propostas para Oficinas de Arte-Educação em 2012

Quando: inscrições de 9 de janeiro a 10 de fevereiro de 2012

Quanto: gratuito

Público alvo: artistas, artesãos e arte-educadores

Áreas: música, dança, artes visuais, teatro, artesanato, cultura popular

e arte circense

Total de Oficinas: 45

Entrega das propostas: Sede da Fundação Franklin Cascaes

Forte Santa Bárbara

Rua Antônio Luz nº 260 – Centro

(48) 3324-1415

Duração das oficinas: 6 (seis) meses



OBS: Os projetos devem ser entregues pelo proponente (presencial). Não serão aceitas propostas enviadas pelo correio ou fora do prazo de inscrição.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Morre cantora Bianca

9 de janeiro de 2012/ Tamborim /RBS



Morreu por volta das 18 horas, no Hospital Celso Ramos, a cantora Bianca Conceição da Silva, que sofreu um aneurisma na noite de sábado.

Ela cantava no Bar do Tião, quando sentiu-se mal e caiu. Bianca foi socorrida e estava hospitalizada desde aquela noite.

Ela teria sentido dor de cabeça dias antes e procurado o médico. Bianca tinha 46 anos.

A foto que ilustra o post foi enviada por Agnes, e mostra um doce momento de Bianca com o namorado Valdeci.

Ainda não há informações sobre o local onde o corpo será velado. Órgãos devem ser doados.

http://wp.clicrbs.com.br/tamborim/2012/01/09/cantora-bianca-permanece-internada/?topo=67,2,18,,,67

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O QUE EU NÃO PODIA DEIXAR DE ESCREVER SOBRE O SUICÍDIO DO MOSQUITO Por Edison da Silva Jardim Filho

Por Edison da Silva Jardim Filho

O Mosquito não se suicidou porque vivia sem dinheiro para prover o mínimo necessário a uma existência razoável. O Mosquito também não se suicidou porque as suas várias últimas tentativas de “saídas” de tal condição resultaram infrutíferas. Desse tipo de agrura ele já estava, como se diz, com o “lombo calejado”.

O Mosquito não se suicidou porque não pôde exprimir a sua arraigada vocação política, através do exercício de um mandato popular, pois não mantinha nenhuma ilusão quanto a que, na democracia brasileira de eleições literalmente compradas, pessoas idealistas e independentes como ele estão, definitivamente, fora do jogo. A constatação da irreversibilidade histórica dessa situação foi, isto sim, o elemento desencadeador das radicalizações, em postagens do seu “Tijoladas”, nas críticas que fazia aos políticos profissionais que, na sua acurada percepção, inviabilizaram o sonho que vinha sonhando acordado desde a praça XV da “Novembrada”: de um regime democrático para o Brasil compatível com o adjetivo.

O Mosquito não se suicidou porque receava vir a ser preso. Ele há muito tempo já vinha sendo avisado por mim de que, a manter-se no mesmo diapasão, o risco disso ocorrer, lá na frente, era bem concreto. Não bastasse, o Mosquito sabia, tão bem como qualquer um de nós, que “quem está na chuva é para se molhar”.

O Mosquito não se suicidou porque tinha sido condenado, poucos dias antes de sua dramática opção, a uma pena visivelmente exacerbada e, pois, absolutamente injusta, na queixa-crime movida pelo empresário Fernando Marcondes de Mattos. Não custa relembrar: durante a “Operação Moeda Verde”, o empresário Fernando Marcondes de Mattos foi flagrado negociando a aprovação, pela Câmara de Vereadores, e a sanção, pelo prefeito Dário Berger, de uma tal de “Lei da Hotelaria”, que, especialmente, isentava-lhe do pagamento de tributos municipais, inclusive zerando dívidas atrasadas, em troca do pagamento da propina de R$ 500 mil, sob a forma de doação para o caixa 2 da campanha a deputado federal do irmão do alcaide, Djalma Berger.

O Mosquito também não se suicidou devido ao número de processos- que não era tão grande como foi noticiado- a que respondia, instigados, a maior parte deles, pelo “azarador” do PV em Santa Catarina, advogado Gerson Basso, com a aplicação de que só são capazes os mais vocacionados vassalos do “chefe” de plantão. Afinal de contas, mesmo que não tenha lido o excepcional livro: “O homem medíocre”, do psicólogo, sociólogo e filósofo ítalo-argentino, José Ingenieros, publicado em 1.913 ( eu fiz referências rápidas à obra numa conversa que tivemos ), o Mosquito, mais que sabia, sentia na própria carne, que “as sombras vivem com o desejo de castrar os indivíduos firmes e decapitar os pensadores alados, e não lhes perdoam o luxo de ser viris ou ter cérebro.”

Vou mais longe ainda: o Mosquito não teria se suicidado nem por causa do somatório de todos os fatos acima expostos.

O Mosquito se suicidou por ter sentido ruir o chão sob os pés com a cena que passarei a descrever, digna de inaugurar, pelo seu grau paroxístico de ilogismo, uma peça do teatro do absurdo ( ou melhor seria dizer: do teatro do horror? ), a confirmar a cruel veracidade da afirmação feita ainda pela pena genial de José Ingenieros, de que “todo idealismo encontra seu Tribunal do Santo Ofício.”

Durante o ato de interrogatório ( é o principal momento de defesa do réu ) do Mosquito, na queixa-crime movida por Dário Berger, e na presença deste ( claro! ), um promotor de Justiça do Ministério Público da campanha institucional: “O que você tem a ver com a corrupção?”, perguntou-lhe ( logo a ele: o maior indignado com a corrupção praticada, em profusão e às escâncaras, pelos políticos mais importantes de Santa Catarina e de Florianópolis ), de supetão, se considerava Dário Berger corrupto. Esse um promotor de Justiça não questionou o Mosquito sobre a indigesta fotografia do prefeito Dário Berger postada em seu blog ( foram inúmeras as vezes em que eu ponderei e briguei para que ele a retirasse da internet ). Diante da resposta peremptoriamente afirmativa do Mosquito, esse um promotor de Justiça deu-lhe, no mesmo instante, voz de prisão, no que foi corroborado pela juíza de Direito que presidia a audiência. Logo após o incidente, pelo visto ainda dentro da sala de audiência, o Mosquito me telefonou perguntando se era possível ser preso naquelas condições. Respondi-lhe, sem titubear, que não, pois isso se conflitava com a finalidade do instituto do interrogatório do réu e porque vivíamos, pelo menos em hipótese, numa democracia. Ele, então, me colocou na linha o advogado dativo ( nomeado pelo juiz ) que o defendia nesse processo. Pouco depois, o Canga me telefonava perguntando acerca da legalidade da participação do diretor superintendente da FLORAM, Gerson Basso, como advogado do prefeito Dário Berger. Disse-lhe que o Estatuto da OAB o proibia de atuar como advogado na ação, mas pedi-lhe um tempo para consultar a lei a fim de poder fornecer-lhe informações mais específicas. Não sem antes perguntar-lhe se tinha mesmo certeza da ocorrência de tudo aquilo que o Mosquito acabara de nos relatar. A resposta do Canga foi rápida e incisiva: “Está tudo na página do Poder Judiciário! Eu vi agora mesmo.”

A tal pergunta feita por esse um promotor de Justiça significa ou pode significar- o que, no caso, dá no mesmo- muitas coisas. Provavelmente, os meus eventuais leitores, boa parte deles muito mais inteligentes e preparados do que eu, irão inferir dela outras mensagens explícitas ou não. Mas vão a seguir as três que eu consegui detectar.

A primeira mensagem: a pergunta indica um total desconhecimento por parte desse um promotor de Justiça sobre como é operacionalizada a política no Brasil. Nele, isso é mais grave porque o mesmo faz parte da Promotoria da Moralidade Administrativa da Capital. Terei de dizer a esse um promotor de Justiça e, de lambuja, a toda a sua categoria profissional, que a resposta correta à pergunta feita ao Mosquito é mais abrangente e profunda do que a que foi dada por ele: não é que o prefeito Dário Berger seja corrupto; corruptos são todos os políticos profissionais que, hoje, infelizmente, dominam, sem exceção, a administração pública e os parlamentos, nos três níveis federativos. É inacreditável que esse um promotor de Justiça possa ainda ignorar que a mola-mestra do sistema, que possibilita a profissionalização dos políticos brasileiros, ou, em outras palavras, a sua eternização nos cargos executivos e legislativos, é, única e exclusivamente, a corrupção. O Ministério Público Estadual poderá um dia, quem sabe, ser eficaz em relação à investigação e persecução penal e civil dos políticos corruptos, quando o procurador-geral e os demais dirigentes desse órgão, que é o mais importante para o funcionamento minimamente razoável da democracia, passarem a exigir, tanto dos inscritos nos concursos públicos de acesso à carreira, quanto dos promotores e procuradores de Justiça, mais assimilação crítica de notícias, reportagens e artigos sobre a política brasileira, publicados nos veículos da grande mídia impressa nacional, e nos blogs daqui da terrinha, e menos decoreba dos livros de tecnicalidades jurídicas.

A segunda mensagem: a pergunta indica que esse um promotor de Justiça adota, em relação aos políticos mais importantes do Estado e de Florianópolis, a divisão conceitual da honestidade. Para esses políticos, vale a honestidade formal ou retórica; para nós outros, pobres mortais, a honestidade real. A honestidade formal ou retórica funciona assim: o político importante pode ser um corrupto de cruz na testa, mas se não tiver sido condenado pela Justiça através de sentença transitada em julgado, ou seja, já não mais passível de recurso, então nós outros, pobres mortais, não temos o direito de chamá-lo de corrupto. Esse faz de conta moral da classe política só vigora como consequência da farsa em que se consubstancia na prática o princípio da neutralidade de juízes de Direito e promotores de Justiça. A tal da “Constituição Cidadã”, de 1.988, armou-lhes uma cilada: para ascenderem na carreira, eles dependem da boa convivência com os políticos que, no Brasil, quanto mais corruptos, mais influentes são. É exatamente esse um promotor de Justiça que vem, há algum tempo, analisando o rumoroso caso Monreal, que consistiu no pagamento de R$ 51,7 milhões efetuado pela Celesc, na maior parte durante o período em que Eduardo Pinho Moreira exerceu o cargo de presidente, sem que tivesse sido documentada a contraprestação dos serviços de cobrança administrativa das faturas de energia elétrica atrasadas. Todos estamos na mais viva expectativa do resultado de tão extenuante trabalho de Sua Excelência, para sabermos, enfim, se podemos ou não considerar o vice-governador corrupto.

Para a terceira mensagem que suponho ter detectado, encontrei lastro em ninguém menos do que Sigmund Freud. Pode ser até que eu esteja errado nessa minha interpretação, afinal, sou advogado e nunca me submeti sequer a sessões de psicanálise ( não que eu considere que não precisasse delas ). Freud é um escritor que possui um estilo de grande plasticidade e, por incrível que pareça, de fácil compreensão. Arrisco-me a estar demonstrando, agora, não ter entendido patavina do seu pensamento profundo. Se não houve combinação prévia entre os operadores do Direito presentes àquela audiência, a voz de prisão do Mosquito dada por esse um promotor de Justiça adveio, sob a forma de “ato falho”, das camadas do “pré-consciente” de sua psique ( o “pré-consciente” é a área do “inconsciente” que, “facilmente, em condições amiúde produzidas, transforma-se em consciente” ). A resposta do Mosquito trazia em seu bojo a seguinte conclusão lógica, reconhecida por esse um promotor de Justiça através da ação automática de dar-lhe voz de prisão: “Se ele afirma que um político tão importante como o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, é corrupto, e o mesmo encontra-se em plena atividade, sendo eu o responsável, legalmente, por processá-lo e obter do Poder Judiciário a sua condenação, catapultando-o da vida pública, então ele está me chamando, sem dourar a pílula, no mínimo, de inepto.”

Eu estou entre os milhões de brasileiros que concordam com João Mangabeira, baiano nascido em 1.880 e falecido em 1.964, que foi jurista, político e escritor: “O Judiciário é o poder que mais falhou na República.” E, com ele, obviamente, o seu irmão siamês: o Ministério Público.
http://cangarubim.blogspot.com/2012/01/o-que-eu-nao-podia-deixar-de-escrever.html

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Encontro de Terno de Reis revive tradição cultural na Capital






O dia 6 de janeiro tem um significado especial para os cristãos em todo o mundo. A data celebra a visita dos três Reis Magos ao presépio do Menino Jesus e marca o fim do ciclo de festejos natalinos. Em Florianópolis, o Dia de Reis também é comemorado em homenagem à chegada dos primeiros imigrantes açorianos na Ilha de Santa Catarina, em 1748, que introduziram na cultura popular o costume de fazer cantorias de porta em porta, dedicadas aos Santos Reis. A tradição será mais uma vez revivida nesta sexta-feira (6/01) no 15º Encontro de Terno de Reis, no Largo da Catedral, às 19h, numa promoção da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), com apoio da Casa dos Açores Ilha de Santa Catarina.

O evento deve reunir 11 grupos folclóricos catarinenses para marcar o encerramento do ciclo natalino na cidade, além de integrantes do grupo Raízes Açorianas. A concentração dos participantes será realizada na sede da Fundação Franklin Cascaes, no Forte Santa Bárbara, de onde seguem até o local das apresentações. Ao final do evento, os integrantes formarão um cortejo, em direção ao presépio em exposição na Praça 15 de Novembro, lembrando a peregrinação dos Reis Magos até o local de nascimento de Jesus Cristo.



Simbologia numérica



A tradição do Terno de Reis está curiosamente associada ao número três, que inspira o nome do folguedo religioso. Formado geralmente por três a seis pessoas, trajadas com roupas coloridas, os grupos são integrados tradicionalmente por cantadores e instrumentistas que improvisam versos e trovas alusivos ao nascimento de Jesus.

Três foram os Reis Magos (Melchior, Gaspar e Baltazar) que seguiram a Estrela Guia até Belém em busca do filho de Deus. Eles levavam três presentes: ouro, incenso e mirra – que simbolizam as três dimensões atribuídas a Jesus Cristo (realeza, divindade e humanidade). A apresentação dos grupos também é realizada em três partes: chegada, anúncio e despedida.

A composição dos Ternos de Reis normalmente abrange um trio: o triplo ou tripa (que canta fino, de falsete), o repentista ou versador (que faz os versos de improviso) e o baixão (cantor solo, que faz a segunda voz). Além disso, três são os instrumentos que se destacam nas cantorias: a viola, a rabeca e o pandeiro. Atualmente, algumas comunidades apresentam-se com grupos maiores, geralmente familiares, agregando às cantorias o acordeon e outros instrumentos musicais.



Folia de fé



Introduzido no Brasil pelos jesuítas e colonizadores portugueses, a Folia de Reis ou Terno de Reis é uma manifestação religiosa que se popularizou nos povoamentos do litoral em comemorações do ciclo natalino. De 23 de dezembro a 6 de janeiro, os grupos visitam as casas, fazem apresentações e recolhem donativos para novenas em homenagem ao Menino Jesus.

Segundo a crença cristã, no Dia de Reis (6 de janeiro), os três Reis Magos, guiados por uma estrela, percorreram um longo caminho até encontrar aquele que consideravam o Messias, a quem ofereceram presentes. Depois da revelação retornaram às tribos para anunciar a descoberta a todas as nações.

Tradicionalmente entre os católicos, a partir da data que é consagrada aos Reis Magos, as famílias já podem desmontar o presépio e retirar a decoração natalina das casas porque está encerrado o tempo da expectativa em torno do nascimento do Salvador, marcado pelo Natal. Inicia-se então o período da devoção, com as datas religiosas e demais festividades que seguem o calendário da Igreja, como a Páscoa e as festas do Divino Espírito Santo.



Serviço



O quê: 15º Encontro de Terno de Reis

Quando: 6 de janeiro (sexta-feira) – 19h

Onde: Largo da Catedral – Centro

Quanto: gratuito



Participantes



· Terno de Reis do Lili da Rabeca (Pântano do Sul)

· Grupo Estrela da Alegria (Saco dos Limões)

· Grupo EIRA (Pantanal)

· Grupo Família Fielsons (Trindade)

· Terno de Reis da Associação do Bairro Itacorubi (Itacorubi)

· Grupo Serenata de Natal (Campeche)

· Grupo de Terno de Reis do Pântano do Sul (Pântano do Sul)

· Grupo Caeira do Ribeirão (Ribeirão da Ilha)

· Grupo Amor e União (Ribeirão da Ilha)

· Grupo Olaria (Sambaqui)

· Grupo de Terno de Reis Família Dias (Blumenau)



Fotos de João Batista Schuch

--
Dieve Oehme
Assessoria de Comunicação FCFFC
(48) 3324-1415 - ramal 213
(48) 9962-1069
imprensa.ffc@gmail.com
http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/franklincascaes

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O partido único da mídia

02/01/2012 |
Laurindo Lalo Leal Filho
Carta Maior - FNDC

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira.

A superficialidade e o descrédito a que chegaram os meios de comunicação tradicionais no Brasil é incontestável. Posicionamento político-partidário explícito e "reengenharias" administrativas estão na raiz desse processo.

Dispensas em massa de profissionais qualificados explicam, em parte, a baixa qualidade editorial. Foi-se o tempo em que ler jornal dava prazer. Mas fiquemos, por aqui, apenas na orientação política.

A concentração dos meios e a identidade ideológica existente entre eles criou no país o "partido único" da mídia, sem oposição ou contestação. Ditam políticas, hábitos, valores e comportamentos. O resultado é um grande descompasso entre o que divulgam e a realidade. Hoje, para perceber esse fenômeno, não são mais necessárias as exaustivas pesquisas em jornalismo comparado, tão comuns em nossas academias lá pelos anos 1980.

Agora basta abrir um jornal ou assistir a um telejornal e compará-los com as informações oferecidas por sites e blogues sérios, oferecidos pela internet. São mundos distintos.

No caso da mídia brasileira essa situação começou a se consolidar com a implosão das economias planificadas do leste europeu, na virada dos anos 1980/90.

Em 1992, no livro "O fim da história e o último homem", ampliando ideias já apresentadas em ensaio de 1989, Francis Fukuyama punha um ponto final no choque de ideologias, saudando o capitalismo como modo de produção e processo civilizatório definitivo da humanidade, globalizado e eternizado.

Tese rapidamente endossada com euforia pela mídia conservadora e hegemônica que, a partir dai, pautaria por esse viés seus recortes diários do mundo, transmitidos ao público. Faz isso até hoje.

Só que, obviamente, a história não acabou. Ai estão as crises cíclicas do capitalismo, neste início de milênio, evidenciando-o como modo de produção historicamente constituído, passível de transformações e de colapso, como qualquer um dos que o precederam. Mas a mídia trata o capitalismo como se fosse eterno, excluindo de suas pautas as contradições básicas que o formam e o conformam. Dai a pobreza de seus conteúdos e o seu distanciamento da realidade, levando-a ao descrédito.

De fomentadora de ideias e debates, fortes características de seus primórdios em séculos passados, passou a estimuladora do conformismo e da acomodação. Para ela o motor história não é a luta de classes e sim o consumo, apresentado em gráficos e infográficos, alardeando números e índices que, muitas vezes, beiram o esotérico.

Se nos anos 1990 essas políticas editoriais obtiveram relativo êxito apoiadas na expansão do neoliberalismo pelo mundo, na última década a realidade crítica abalou todas as certezas impostas ideologicamente. As contradições vieram à tona.

No entanto a mídia, reduzida e conservadora, especialmente no Brasil, segue tratando apenas das aparências, deixando de lado determinações mais profundas. Movimentos anti-capitalistas espalhados pelo mundo são mencionados, quando o são, particularmente pela TV, como "fait-divers", destituídos de sentido, a-históricos. Seguindo rigorosamente a tese de Fukuyama.

Fazendo jus ao seu papel de "partido único", os meios oferecem ao público, como elemento condutor de sua ideologia conservadora, algo que genericamente pode ser chamado de kitsch. Definição dada pelos alemães no século passado para a arte popular e comercial, feita de fotos coloridas, capas de revistas, ilustrações, imagens publicitárias, histórias em quadrinhos, filmes de Hollywood. Atualizando seriam os nossos programas de TV, os cadernos de variedades de jornais e revistas, as músicas e as preces tocadas no rádio.

Esse é o prato diário da mídia, oferecido em embalagens sedutoras e entremeado de informações ditas jornalísticas, apresentando o mundo como um quadro acabado, inalterável. Não existindo alternativas, resta o conformismo anestesiado pelo consumo, ainda que para muitos apenas ilusório.

Claro que esse quadro midiático tem eficácia até certo momento, enquanto realidade e imaginário de alguma forma guardam proximidade. Mas ele também é histórico e, portanto, mutável.

Enquanto as contradições básicas da sociedade, aqui mencionadas, permanecerem existindo, a integração das consciências "pelo alto" será irrealizável, alertava Adorno, num dos seus últimos textos. Por mais que os meios de comunicação se esforcem por integrá-las.

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Confrontados com a internet desabam. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira. Sem falar na contribuição dada a esse processo pela queda da qualidade editorial, tema que fica para outro momento.

* sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A privataria tucana : o silêncio da grande imprensa: Só mesmo no Brazil-zil-zil

Reprodução do
Editorial de Mino Carta na Revista Carta Capital.
Assunto: o silêncio da grande imprensa brasileira em relação ao sucesso de vendas do livro:‘A privataria tucana’.
Só mesmo no Brazil-zil-zil
Marcio Vieira de Souza



Com vocês Mino Carta:

Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de -CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

A mídia nativa segue a produzir seus estrondosos silêncios. Mas o Brasil é outro. Foto: Michelangelo. Século XVI. Afresco

Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.

Quero ir um pouco além da resposta dos botões, e de pronto tropeço em -duas razões para o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa. A primeira é tradição desse pseudojornalismo arcaico: não se repercutem informações publicadas pela concorrência mesmo que se trate do assassínio do arquiduque, príncipe herdeiro. Tanto mais quando saem nas páginas impressas por quem não fala a língua dos vetustos donos do poder e até ousa remar contracorrente. A segunda razão é o próprio José Serra e o tucanato em peso. Ali, ai de quem mexe, é a reserva moral do País.

Leia também:
Protógenes diz ter assinaturas para CPI
Câmara paulistana corta CartaCapital do clipping na semana
‘A privataria tucana’ vende mais de 15 mil no 1ºdia
Chega às livrarias ‘A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr.


Estranho percurso o do ex-governador e candidato derrotado duas vezes em eleições presidenciais, assim como é o de outra ave misteriosa, Fernando Henrique Cardoso, representativos um e outro de um típico esquerdismo à moda. Impávidos, descambaram para a pior direita, esta também à moda, ou seja, talhada sob medida -para um país- que não passou pela Revolução Francesa. Donde, de alguns pontos de -vista, atado à Idade Média. O movimento de leste para oeste é oportunista, cevado na falta de crença.

Não cabe mais o pasmo, Serra e FHC tornaram-se heróis do reacionarismo verde-amarelo, São Paulo na vanguarda. Estive recentemente em Salvador para participar de um evento ao qual compareceram Jaques Wagner, Eduardo Campos e Cid Gomes, governadores em um Nordeste hoje em nítido progresso. Enxergo-o como o ex-fundão redimido por uma leva crescente de cidadãos cada vez mais conscientes das -suas possibilidades e do acerto de suas escolhas eleitorais. Disse eu por lá que São Paulo é o estado mais reacionário da Federação, choveram sobre mim os insultos de inúmeros navegantes paulistas.

Haverá motivos para definir mais claramente o conservadorismo retrógado de marca paulista? E de onde saem Folha e Estadão, e Veja e IstoÉ, fontes do besteirol burguesote, sempre inclinados à omissão da verdade factual, embora tão dedicados à defesa do que chamam de liberdade de imprensa? Quanto às Organizações Globo e seus órgãos de comunicação, apresso-me a lhes conferir a cidadania honorária de São Paulo, totalmente merecida.




Veja ainda sobre o livro e sua repercussão (M.V.S.):
A Privataria Tucana" entra no ranking de livros mais vendidos; PSDB processará autor

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/12/27/amaury-tomara-que-a-veronica-cerra-me-processe/


Privataria tucana- o Filme


entrevista no R7 Herodoto Barbeiro