segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Acordo minimiza o sofrimento de milhões de animais no Brasil

A Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irão trabalhar juntos para expandir práticas de bem-estar aos animais de produção.

De acordo com os últimos dados da FAO*, mais de 60 bilhões de animais foram mortos para consumo no mundo todo em 2005. As últimas 24 horas desses animais são as mais difíceis: na maioria das vezes eles são expostos a ambientes estranhos, transportados por longas distâncias e misturados a outros animais que não lhes são familiares. Esta realidade não é diferente no Brasil.

A WSPA acredita que um declínio na produção e no consumo de carne pode levar muito tempo. Frente aos fatos, adotou uma atitude pró-ativa em favor dos animais destinados ao consumo. E considera de suma importância o trabalho de aliviar o sofrimento desses animais. O ciclo de consumo de carne é extenso e intrincado, extrapolando o consumidor humano e envolvendo desde a produção de ração para milhares de cães e gatos domésticos até a carne ‘in natura’ para alimentar animais silvestres ou exóticos sob a responsabilidade de protetores e órgãos governamentais.

Com o Programa de Abate Humanitário a WSPA tem lutado nesse sentido, para que práticas de bem-estar estejam presentes no manejo e transporte dos animais e nos abatedouros brasileiros. Tais medidas representam um enorme salto na melhoria de vida dos animais que, apesar de destinados ao abate, devem ser tratados com respeito.

Bem-estar animal vai estar entre as prioridades de fiscais agropecuários

A WSPA trabalhou meses num acordo, assinado agora com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, que prevê o treinamento de fiscais agropecuários, médicos veterinários que atuam na área de fiscalização dos frigoríficos. Paralelamente, estamos trabalhando no desenvolvimento de acordos de cooperação com as Secretarias Estaduais de Agricultura para estimular a melhoria do Programa de Abate Humanitário também nos estabelecimentos sob Inspeção Estadual e Municipal, de maneira a realizar a harmonização nos procedimentos e legislações. Com o acordo, a WSPA irá iniciar o trabalho em campo, proporcionando medidas imediatas para aliviar o sofrimento desses animais.

A WSPA está elaborando todo o material didático (DVD e notas técnicas) adaptado à realidade brasileira do treinamento que será ministrado por profissionais habilitados e acontecerá em diversas regiões do Brasil. E permitirá um melhor entendimento da questão do bem-estar do animal e a implementação dos dispositivos legais da legislação brasileira que incorporam as boas práticas, incluindo padrões internacionais, as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e da União Européia. Participarão dos treinamentos os inspetores que trabalham em estabelecimentos sob inspeção federal, estadual e municipal que aderem ao Sistema Brasileiro de Inspeção. O projeto-piloto terá início em 2008, no estado de Santa Catarina, abrangendo posteriormente o Rio Grande do Sul, o Paraná e São Paulo.

O acordo entre a WSPA e o MAPA porém, tem alcance além das fronteiras brasileiras. A evolução conquistada por uma legislação, duramente trabalhada durante anos pelo movimento de proteção animal na Europa, representa uma melhoria real no tratamento dos animais. Ao elevar os níveis de bem-estar dos animais de produção, levando em conta os padrões europeus, o Brasil que é um dos maiores produtores de animais do mundo, certamente influenciará de forma positiva, outras nações da América Latina que buscam aprimorar o manejo e o tratamento dos animais.


* Relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO de 2006 (www.fao.org/es/ess/yearbook/vol_1_1/pdf/b02.pdf)

Dados e informações de :

Halem Guerra Nery
Instituto Ambiental Ecosul
Florianópolis/SC

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

As bibliotecas não morreram

Segundo um dos institutos de pesquisa mais atuantes em comportamento web, o Pew Internet & American Life Project, os jovens americanos, têm freqüentado cada vez mais as bibliotecas. O motivo? Em princípio, os livros, mas o que tem levado público a visitá-las é a internet.
Segundo Bruno Rodrigues, " as bibliotecas colocam à disposição na web a lista de seu acervo, o que facilita tremendamente; se você tem certeza de que há o livro que procura em uma biblioteca, é meio caminho andado, não há risco de viagem perdida. Além disso, hoje as bibliotecas estão repletas de computadores com acesso à Rede - e, segundo o instituto Pew, este é o aspecto mais interessante da recente pesquisa.(...) O mais fascinante, contudo, é observar que finalmente chegou o tempo em que a tecnologia da informação, mais especificamente a internet, é vista com naturalidade, sem provocar medo ou rejeição", comenta o autor do artigo: "As bibliotecas não morreram ".
Leia o artigo integral em

http://www.coletiva.net/artigosDetalhe.php?idArtigo=1346

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Panasonic e Google firmam parceira para produção de TV com internet

O site de buscas Google está trabalhando em parceria com a fabricante japonesa de eletrônicos, Panasonic, para desenvolver televisores capazes de exibir conteúdo da internet.
As TVs permitirão aos usuários acessar diretamente vídeos pelo Youtube e ver álbuns do Picasa, afirmou a Panasonic, unidade da Matsushita. A empresa japonesa disse que ainda não determinou a data para o lançamento, mas os aparelhos deverão chegar, em princípio, ao mercado norte-americano.
"A cooperação da Panasonic com o Youtube e Picasa exemplifica nosso compromisso em conduzir a evolução natural da internet e estendê-la para a televisão de alta definição", declarou o vice-presidente de eletrônicos da Panasonic, Merwan Mereby, em comunicado à imprensa.
Portal Imprensa
Veja mais no informativo do Forúm Nacional pela Democratização da Comunicação
http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=219536

Carnaval de Florianópolis- Copa Lord ensaia na praça






A Embaixada Copa Lord tem ensaiado próximo ao Mercado Público, junto ao memorial do Miramar , abaixo da praça XV. Nesta quinta a noite vai fazer um ensaio geral, dando a volta na praça XV, como nos carnavais dos velhos tempos...


O enredo da Copa Lord está ligado a imigração japonesa em SC.


Duas coisas já se destacam nos ensaios da bateria e me chamaram a atenção: um grupo de descendentes japoneses tocando Taikô ( tambor japonês) e o número de crescente de mulheres tocando os mais variados instrumentos.


Continuaremos comentando os ensaios de todas as escolas até o carnaval.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Reunião do Comitê pela Democratização da Comunicação em SC e o Fórum Social do Mercosul

O Comitê pela Democratização da Comunicação em Santa Catarina está convidando todos os interessados no assunto para uma reunião no próximo dia 08/01/08, às 14hs, no Sindicato dos Jornalistas de SC, ali na Av. Mauro Ramos. A reunião terá como pauta, entre outros assuntos, a rearticulação do movimento em SC e a participação no Fórum Social do Mercosul . O Conselho Regional de Psicologia estará apresentando propostas para debate e indo para Curitiba na semana que vem para reunião que irá fechar a programação do Fórum.
Aqui está o site do Fórum Social do Mercosul.
http://www.forumsocialdomercosul.pr.gov.br/forumsocial

Falta fiscalização sobre produtos transgênicos, alerta especialista da FIOCRUZ

Nas prateleiras dos supermercados o consumidor pode constatar que são poucos os produtos cujas embalagens imformam se eles contêm componentes transgênicos. O pesquisador Silvio Valle, da Escola Politécnica de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirma que nem o controle, nem a fiscalização são feitos de forma adequada no Brasil. “Existe a lei mandando informar [se o produto é de origem transgênica], um decreto que manda rotular e colocar um símbolo. Mas as empresas, usando artifícios científicos e regulamentares, não estão cumprindo as determinações e o governo não está fiscalizando”, defende. O decreto a que o pesquisador se refere é o 4.680/03, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre as determinações está a de que nos rótulos e notas fiscais constem as expressões "pode conter soja transgênica" e "pode conter ingrediente produzido a partir de soja transgênica", independentemente do percentual utilizado. O mecanismo legal ainda especifica como o consumidor deve ser informado sobre os casos em que, ao comprar produtos de origem animal, o alimento transgênico serviu de ração. Além deste que ficou conhecido como Decreto de Rotulagem, permeiam a questão da ficalização e controle de transgênicos a Lei de Biossegurança (8.974/95), a Medida Provisória 2191-9/01 (que alterou a Lei de Biossegurança) e as leis Ambiental (6938/81) e dos Agrotóxicos (7802/89). No entanto, o pesquisador salienta que a legislação não é cumprida porque o governo não faz a devida fiscalização. E chama a participação da sociedade civil para o caso. “A sociedade precisa ser mais participativa em produtos que contenham soja e, eventualmente, milho. Que peça informação aos produtores, aos fabricantes, ligue para eles – alguns têm 0800 – para saber se aquele óleo ou aquela farinha tem algum derivado de origem transgênica. Só assim, com a pressão da sociedade, nós poderemos ter políticas públicas”, alerta. Valle compara a fiscalização brasileira à estrangeira e cita o caso em que havia água oxigenada e soda cáustica em alguns lotes do leite consumido no país para indagar o que ocorreria em situação semelhante com transgênicos. “A rotulagem na Europa é uma exigência. O mercado europeu tem normas bem claras, inclusive a nossa exportação de soja para a Europa, para o consumo humano, tem que seguir determinados padrões de níveis de presença de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) para rotulagem”, explica, em relação à primeira comparação. Sobre a indagação, lembra que “quando houve o problema no leite, como tinha a rotulagem, a Anvisa pôde interditar os lotes e notificar os fabricantes – a rotulagem permitia essa rastreabilidade”. Isto não seria possível, segundo o pesquisador, caso acontecesse problema semelhante com produtos transgênicos.

(Fonte: Morillo Carvalho - Agência Brasil)/Boletim do SINTRAFESC

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Virada de ano em Florianópolis- quantas pessoas tem a cidade?

A virada de ano em Florianópolis foi muito bonita, bem organizada, com show de fogos legais, com muitas bandas locais e nacionais tocando na Av. Beira Mar Norte. Além de tudo, não teve muita violência o que é ótimo pra cidade.
Mas uma coisa me incomoda: a grande mídia eletrônica anunciou : "Em Florianópolis- 300 mil pessoas na Av. Beira Mar, praticamente o total da população da cidade!". Que mania de dizer: "Florianópolis é a menor capital do país; é a única capital que não é a maior cidade do estado, etc..." Ora, essa visão provinciana tem levado a não encararmos nossa cidade e a região de forma integrada. Isso atrasa o planejamento e a visão da nossa Região Metropolitana. São José, Biguaçu e Palhoça não contam? Florianópolis é só a ilha? Ou quando acaba a ponte? Os outros municípios da região metropolitana não importam? Vejam, além dos 400mil do município oficial de Florianópolis, temos por baixo: São José com 200 mil, Palhoça com 125mil, Biguaçu com 54 mil. Fora os outros como Santo Amaro, São Pedro de Alcântara e poderíamos ir até Tijucas. Por baixo, podemos chegar aos números utilizados pelo SUS baseados no IBGE para a Região Metropolitana de Florianópolis de 800 mil habitantes.

Segundo o IBGE, temos no Brasil o crescimento acelerado de apenas 654 cidades (11,9% do total) que expandiram suas populações num ritmo superior a 3% ao ano. Entre estas, apenas algumas capitais pertencem a este grupo, como Florianópolis (SC), Manaus (AM), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Palmas (TO). Para o IBGE, os principais pólos de crescimento demográfico foram o nordeste e litoral de Santa Catarina, as áreas metropolitanas de São Paulo e Paraná e a área litorânea do Rio de Janeiro. O norte do estado do Mato Grosso também se destacou, assim como Pará e Amapá, com grande fluxo de migrantes nordestinos, e o entorno de Brasília. Abaixo deste grupo de crescimento populacional acelerado, há um outro conjunto de municípios que aumentaram o número de moradores a uma taxa mais lenta, de 1,5% a 3% ao ano. Os outros tiveram menor crescimento.
Ou seja: já, já chegaremos a Um milhão de habitantes!