quarta-feira, 20 de junho de 2012

Forum Mundial de Mídia Livre: as lutas pela democratização da mídia e solidariedade internacional


19/06/2012 |
Redaçao
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barao de Itararé
Como parte da programação da Cúpula dos Povos – evento paralelo à Rio+20 –, o Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML) aconteceu neste final de semana, no Rio de Janeiro. O evento reuniu cerca de 250 midialivristas do Brasil e de países como Colômbia, Argentina, China, França, Itália, Moçambique, Equador e Curdistão. O debate girou em torno dos desafios e das conquistas relacionadas à liberdade de expressão e acesso à informação na América Latina e no Oriente Médio.
A campanha pela liberdade de expressão, que reivindica ações concretas do governo federal para encaminhar o projeto do novo marco regulatório da comunicação no país, também foi apresentada. De acordo com João Brant, do coletivo Intervozes e da comissão executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o direito à comunicação está historicamente relacionado à liberdade de expressão e a concentração dos meios de comunicação constitui um dos maiores problemas do setor.
O Brasil ainda não tomou as atitudes necessárias para tornar a comunicação mais democrática, apontou Rita Freire, coordenadora da Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada. Ela apresentou um panorama da luta pela mídia livre no Brasil e no mundo, destacando que é preciso compreender a comunicação como estratégica a todas as lutas dos povos, em especial durante a Rio+20. “A comunicação é estratégica para mostrar o protagonismo dos povos nas soluções para a crise socioambiental”, afirmou.
Ivana Bentes, coordenadora do curso de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ratificou essa visão. “ “Na Cúpula dos Povos e na Rio+20, está sendo discutida a questão dos recursos finitos. Na comunicação ocorre o oposto. A produção é imaterial e os recursos, ilimitados. Mas temos cercas que a transformam em algo restrito, escasso”. Segundo Bentes, legislações restritivas e os crescentes ataques à liberdade na Internet, como a criminalização do compartilhamento, barram a proliferação das mídias livres.
De acordo com Bia Barbosa, também do coletivo Intervozes, o objetivo do FMML é que o encontro termine com ações concretas aprovadas. “Queremos articular propostas para que esse não seja só mais um fórum”. De acordo com ela, “os países vivem tempos históricos diferentes, mas todos enfrentam realidades muito semelhantes no campo da comunicação”.
Mídialivrismo digital
Os chamados “levantes conectados”, como os movimentos globais de ocupação iniciados a partir do Occupy Wall Street, além da Primavera Árabe e da Revolta dos Indignados, na Espanha, são objetos de análise fundamentais para compreender o papel das mídias livres. A afirmação é de Renato Rovai, editor da Revista Fórum. Segundo ele, a mobilização do Occupy foi motivado por uma revista alternativa canadense, a Adbusters, veículo anticonsumista, mantido por leitores.
Representando o coletivo Fora do Eixo, Driade Aguiar ressaltou: “Temos que pensar a comunicação como uma ferramenta de mobilização. É através dos softwares e hardwares que vamos conseguir trazer as pessoas para as ruas”. Para ela, colaboração e pluralidade das plataformas de comunicação são questões que entram no debate do software livre e dos direitos sociais. “É uma maneira de se apropriar das técnicas e do conhecimento simbólico”, destacou.
Experiências internacionais
Nelsy Lizarazo, da Associação Latino-americana de Educação Radiofônica, apontou que, em países como o Equador, a luta pela democratização da comunicação está sendo incoporada por muitos grupos comunitários. “Comunicação é um direito e a luta é por novos marcos nos processos de legislação e políticas públicas. A redistribuição de frequências nas empresas de mídias é uma questão central, que envolve poder. Há uma necessidade de pluralização das vozes e de relatos, de cultura e conhecimento necessários para a democracia”.
A argentina Magali Ricciardi Yakin, que participou da iniciativa Comunicação Compartilhada para o Projeto Nacional (Copla), contou a experiência de seu país na reconquista de espaços cidadãos na comunicação, que culmino, em 2009, na Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. “Nesses últimos anos houve dificuldade de implementação, mas recentemente o Legislativo cobrou as ações. E ocorreram algumas melhorias, como a capacitação da sociedade civil e meios comunitários, além do projeto de TV aberta com fibra ótica gratuita. Estudantes da rede pública também começaram a receber netbooks, com a idéia de compartilhar o acesso com as famílias e comunidades”.
As lutas pelo espaço democrático na comunicação do Curdistão, no Oriente Médio, foram discutidas por Yilmaz Orkan, da organização de redes sociais Kurdishnetwork e vice-presidente de relações internacionais e desenvolvimento da Kon-kurd (Confederação de Associações dos Curdos na Europa). “Com o golpe militar, a população reagiu abrindo jornais e outros meio de comunicação via Internet. Até três meses atrás, tívemos muitos problemas de acesso. A internet é frenquentemente proibida para o povo curdo”, disse.
Orkan também mencionou episódios sangrentos relativos à luta pela democracia em seu país: a repressão teria sido responsável pelo assassinato de 66 jornalistas do veículo “Livre e atual” e pela condenação de seu diretor a 147 anos de prisão. Segundo ele, para tentar furar o cerco midiático, o movimento abriu um canal de TV na Dinamarca, mas “o governo turco interviu através da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e conseguiu o fechamento”.
Ele destacou que, após a Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada ter publicado dois artigos sobre o povo curdo, muitas pessoas se interessaram em conhecer sua realidade. Para Orkan, o fato remete à importância da solidariedade internacional, inclusive no campo das mídias livres
Da redação, com informações da Revista Fórum, Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada e Mercado Ético

domingo, 17 de junho de 2012

Animação no Mercado Publico de Floripa

O Mercado Público de Floripa estava muito animado no sábado (16/06/2012) . Um belo dia de sol de inverno deu um toque especial na agitação do mercado.









Fotos: Solange Silva e Márcio Vieira de Souza

Mostra Catarinense no FAM

Cinema catarinense nas telas do FAM nesta segunda e terça

A programação do 16º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM 2012) abre espaço nesta segunda-feira (18) e terça-feira (19) para a produção local. Durante os dois dias, a partir das 17h30, acontece a Mostra Catarinense, no Auditório Garapuvu, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ao todo, cinco curtas vão competir pelo prêmio da mostra, além da exibição de duas produções convidadas. Todas as sessões são gratuitas.
O FAM 2012 tem patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, Funcultural da Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes/Governo do Estado de Santa Catarina, Eletrobras/Eletrosul, Petrobras, Ministério da Cultura/Governo Federal, com realização da Associação Cultural Panvision.

Na segunda-feira, a exibição começa com o filme experimental Dispositivo Cinematográfico - La beauté des images, da presidente do Fundo Municipal do Cinema, Claúdia Cárdenas, e de Rafael Schlichting, que apresenta um discurso amoroso ao fazer artístico, seguido pela ficção científica De Corpo Aberto, de André Barcelos e Marlon Krüger, contando a viagem de um jovem por um mundo paralelo, e Os Personagens, curta do diretor Glauco Broering, que propõe uma discussão reflexiva entre um casal de atores. Finalizando o dia, o documentário de Fernando Evangelista e Juliana Kroeger, Fibra, sobre a primeira cooperativa do Brasil formada por funcionários com deficiências intelectuais.

Já a terça-feira começa com o filme de Melissa Lipinski e Oscar R. Júnior, Cárcere Privado, que retrata uma história de romance em plena ditadura militar, seguido pela ficção Boca Rica, curta que apresenta a história de uma velho garimpeiro. E para finalizar a Mostra Catarinense, o documentário de Gabriela Brandão Não, Senhor! mostra ao público a história da greve de 2008 da Polícia Militar de Santa Catarina.

PROGRAMAÇÃO
MOSTRA CATARINENSE
Auditório Garapuvu - 17h30
Segunda-feira (18)
Dispositivo Cinematográfico - La beauté des images (convidado), Cláudia Cárdenas, Rafael Schlichting, Experimental, 5m51s
De Corpo Aberto, André Barcellos, Marlon Krüger, Ficção, 27m21s
Os Personagens, Glauco Broering, Ficção, 4m38s
Fibra, Fernando Evangelista, Juliana Kroeger, Documentário, 25m
Terça-feira (19)
Cárcere Privado (convidado), Melissa Lipinski, Oscar R. Júnior, Ficção, 20m
Boca Rica, Marivania Pizzi, Ficção, 9m
Não, Senhor!, Gabriela Brandão, Documentário, 29m52s
Fonte: http://www.audiovisualmercosul.com.br/por/noticias/149-Cinema_catarinense_nas_telas_do_FAM_nesta_segunda_e_terca

foto: filme Riberinhos do Asfalto (divulgação)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Flagrantes do Mercado Público de Floripa

O mercado público começa junho com muito sol e alegria espalhada em cada canto.



















 Fotos: Solange Cristina da Silva e Márcio Vieira de Souza



FAM - Florianópolis Audivisual do Mercosul

Começa nesta próxima sexta-feira o FAM - Florianópolis audivisual do Mercosul com muitas atrações. Veja a programação no site: http://www.audiovisualmercosul.com.br/por/programacao.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

MOSTRA 26 CELEBRA ANIVERSARIO DA CINEMATECA CATARINENSE

“Mostra 26” celebra aniversário da Cinemateca Catarinense a partir desta segunda-feira no CIC

“Mostra 26” celebra aniversário da Cinemateca Catarinense a partir desta segunda-feira no CIC
A “Mostra 26”, evento que celebra os 26 anos da Cinemateca Catarinense, começa nesta segunda-feira, 4, a partir das 19h, e se estende até domingo, 10, na sala de exposição do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS), no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis.
A mostra se divide em dois eixos. A principal, exibida em vídeo, será uma homenagem ao grupo responsável pela propagação dos ideais da arte moderna em Santa Catarina: o Grupo Sul. Membros do grupo eram também responsáveis pelo Clube de Cinema do Círculo de Arte Moderna (também conhecido como Clube de Cinema de Florianópolis) e mantinham a publicação regular de textos sobre cinema no “órgão oficial” do Grupo, a revista modernista Sul (30 números, entre 1948 – 1957).
A segunda mostra do evento será dedicada ao cinema catarinense, em um panorama sintético da produção de curtas-metragens do Estado. A mostra será realizada com projeções em 35mm, formato original dos filmes programados, que são parte do acervo do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS).
Oficina
Durante a “Mostra 26” será realizada uma oficina gratuita, focada em curadoria de mostras e festivais de cinema. Os ministrantes são Alejandra Trelles, coordenadora de difusão da Cinemateca Uruguaia e curadora do Festival Internacional de Cinema de Montevidéu; Daniela Giovana Siqueira, do Centro de Documentação da Cinemateca Brasileira (Bacharel em Comunicação, com Mestrado em História), e Fausto D. Correa Jr, da Cinemateca Catarinense (Doutor em História, autor do livro “A Cinemateca Brasileira: das luzes aos anos de chumbo”. São Paulo: Editora Unesp, 2010.).

A programação completa pode ser conferida aqui.
O Centro Integrado de Cultura (CIC) fica na AvenidaGovernador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica.

FONTE: http://www.deolhonailha.com.br/florianopolis/noticias/rmostra_26r_celebra_aniversario_da_cinemateca_catarinense_a_partir_desta_segunda-feira_no_cic.html


domingo, 3 de junho de 2012

Concurso de Fotografia da UDESC

Veja o Concurso de Fotografia da UDESC. Informações e Edital pelo site: http://200.19.105.194/udesc/arquivos/id_submenu/1033/edital_concurso_de_fotografias_proex.pdf